Grandes fornecedores enfrentam concorrência agressiva
COMPUTERWORLD
Empresas com foco em mercados específicos lançam ofertas e campanhas agressivas para concorrer com os maiores nomes do mercado, como SAP, Oracle e IBM.
A Infor, empresa especializada em softwares corporativos, lançou uma campanha para promover seu ERP com o título “Abaixo o grande ERP”. Sem citar nomes de fornecedores, a companhia alega que seus concorrentes apresentam custo total de propriedade mais alto por conta do maior tempo de implementação e pela necessidade de customizações mais intensas.
Embora não afirme quem são os principais concorrentes, fica claro que Oracle e SAP estão na mira da campanha. A meta da empresa é avançar com mais força no mercado de ERP do que as gigantes, por ter um número maior de soluções, cada uma focada para necessidades específicas. Na ponta, teriam tempo curto de implantação, menos trabalho de personalização e, em consequência, maior ganho financeiro.
A campanha da Infor chegará ao Brasil a partir do ano que vem, com foco no segmento das médias empresas. “Os grandes ERPs não conseguem atingir esse público devidamente, embora tenham o discurso de que a solução serve para todo mundo”, afirma o presidente mundial da Infor, Greg Corgan. “Mas nossa ferramenta tem aderência também entre as grandes e brigaremos por elas”.
Quem também briga com as grandes empresas é a Informatica Corporation, mas aposta em um mercado específico, que apresenta forte tendência de crescimento, segundo as principais consultorias: o de integração de dados.
“Ser uma empresa focada em um mercado específico nos dá vantagem competitiva. E é por meio deste mercado que vamos procurar crescer. Foi o que fez a IBM com o mainframe, a Microsoft com o sistema operacional e a Oracle com o banco de dados”, afirma o diretor técnico da Informatica, Delmar Assis.
A empresa pretende reforçar sua posição com o lançamento do produto de integração Informatica 9 que, segundo Assis, possui uma ênfase maior para o departamento de negócios.
A penetração da solução de integração de soluções segue em uma dinâmica diferente em relação à Infor. Ela não necessariamente bate de frente com os ERPs e outras ferramentas de dados dos grandes fornecedores, mas em grande parte das vezes é complementar. A vantagem é que a solução é independente de plataformas, o que melhora a competitividade contra grandes fornecedores com soluções semelhantes.
De acordo com Pedro Bicudo, analista da consultoria TGT Consult, essa dinâmica no setor de tecnologia difere de outros mercados. Enquanto a consolidação ocorre em cima de commodities, há espaço para fornecedores focados em inovação e em novos serviços. “Áreas como gerenciamento de serviços web, redes sociais, cloud computing, sistemas de testes, entre outros, abrem espaço para o crescimento de fornecedores com foco”, afirma. Com os novos segmentos e a agressividade das estratégias das empresas média/grandes, não há conforto para os fornecedores de dezenas de bilhões de dólares.
Salesforce terá plataforma de colaboração corporativa
Em conferência anual, companhia aponta para foco na integração entre redes sociais, ferramentas colaborativas e aplicativos corporativos
É praticamente inevitável para uma companhia ignorar processos de colaboração, troca de ideias, redes sociais e outras funcionalidades que vieram com o apogeu da web 2.0, ainda que a empresa não tenha aplicado essa realidade ao seu dia a dia. A indústria assiste de perto a esta movimentação ávida para encontrar uma forma de ganhar sua fatia nessa chamada evolução social. E algumas têm conseguido algum sucesso. O Google tem capitalizado com sua plataforma Google Apps que, aos poucos, amplia presença no mercado empresarial e a Salesfoce.com, uma das pioneiras na oferta de programas no modelo software como serviço (SaaS, da sigla em inglês), mostra que está com os dois pés nesta era.
Prova dessa determinação é o lançamento do Salesforce Chatter, apresentado durante o Dreamforce 2009, conferência que a companhia realiza anualmente em São Francisco, Estados Unidos, cidade onde a empresa foi fundada, e que neste ano ocorre entre os dias 17 e 20 de novembro. Trata-se de uma espécie de Google Wave, mas totalmente voltado para o mundo das corporações. Como explica a própria empresa, o Chatter é, ao mesmo tempo, uma aplicação de colaboração corporativa e uma plataforma de desenvolvimento social. Por meio de uma interface aparentemente fácil, o funcionário pode acessar um aplicativo financeiro, observar dicas, criar fóruns, acessar redes sociais compartilhadas.
CEO da Salesforce diz que produtos das rivais são lentos ou complexos e caros
De acordo com a companhia, os 135 mil aplicativos Salesforce se converterão para a plataforma social. Para Marc Benioff, CEO e chairman da empresa, o produto é uma forma de aproximar os funcionários da empresa, já que essas pessoas passam a acessar ferramentas que encontram fora da companhia e que podem contribuir com o processo de colaboração e inovação. É uma complexa combinação, em tempo real, de ferramentas de redes familiares e aplicativos empresariais dentro de um formato de compartilhamento seguro.
“Não conheço ninguém que discorde que Twitter e Facebook sejam fenômenos e trouxeram novas possibilidades para a indústria com meio bilhão de usuários. Eu uso Facebook e Twitter”, comentou Benioff, sobre a realidade das redes, diante de uma plateia formada por milhares de pessoas (foram 19 mil inscritos) entre analistas, clientes, jornalistas e desenvolvedores. “A mágica é levar a inteligência por meio da rede social. Une conteúdo, aplicativo e pessoas no mesmo espaço. Nas empresas, isso está separado. Por que não levar inteligência para as empresas? Você tem conteúdo por meio de compartilhamento de arquivo, intranet, Lotus Notes; tem aplicativo da Salesforce, Oracle, SAP e tem pessoas que utilizam e-mail, outlook e mensagem instantânea e porque não usar tudo isso junto?”, questionou o CEO da Salesforce.
De acordo com Benioff, a colaboração por meio do Chatter será tão fácil como ocorre no Facebook e os aplicativos “conversarão com o usuário”. Em relação à segurança e privacidade, ele esclareceu que a ferramenta traz funcionalidades que permitem determinar quem tem acesso à determinada apresentação que será compartilhada na rede, quais pessoas podem ingressar em um grupo recém criado. Os filtros funcionam inclusive para os aplicativos.
Logo após a apresentação que também marcou a abertura do evento, Benioff participou de um bate-papo com jornalistas. Ele explicou que a estratégia da companhia está, sobretudo, em criar produtos que possam ser integrados. Mas adiantou que, no caso do Chatter, “o primeiro passo é colocar o produto como a próxima geração de colaboração. Não é um software de rede social, é uma plataforma de colaboração e o segundo passo é diferenciar os produtos como CRM da plataforma de integração.”
Versões atualizadas
Além do lançamento do Chatter, a Salesforce.com apresentou versões atualizadas do Sales Cloud2 e Service Cloud2. Ambos produtos receberam ferramentas colaborativas e integração com redes sociais. Tudo para facilitar o trabalho, melhorar o desempenho das companhias e deixar tudo dentro do conceito integração e colaboração.
No caso do Service Cloud, Benioff avisou que se trata de uma nova geração de serviço ao cliente e apresentou um slide com dado creditado à Frost & Sullivan que, em 2009, a Salesforce terá 55% de market share em CRM no modelo SaaS. “Os contacts center estão desconectados e os clientes estão nas redes sociais. As empresas investem em SAP, Oracle e Microsoft, mas os clientes estão em outros lugares”, provocou o executivo.
O vice-presidente de marketing da companhia, Kraig Swensrud, mostrou que a Dell, por exemplo, adotou o CRM da Salesforce, já nesta nova era e lembrou que os usuários têm, na mesma tela, acesso a todos os canais como telefone, redes sociais, e-mail e site. “O sistema é totalmente integrado. Pode saber de onde e o que as pessoas estão falando. É possível fazer filtros por perfil de clientes ou produtos, por exemplo.”
It Web – Especial sobre Computação nas Nuvens
Pessoal, a IT Web esta tratanto os principais pontos do estudo da InformationWeek Analytics sobre computação em nuvem. Segue o link: http://www.itweb.com.br/noticias/index.asp?cod=62789
Depois publicaremos mais informaçòes sobre o estudo.
Vamos a nuvem!
Segurança na nuvem: é preciso identificar os problemas
InformationWeek EUA
Empresas devem garantir que o provedor ofereça, no mínimo, a segurança padrão que eles usam em seus próprios sistemas
Um dos maiores riscos da computação em nuvem é o desconhecido, já que muitos dos fornecedores são empresas relativamente novas ou oferecem serviços em nuvem há pouco tempo. “Cada companhia é diferente, começando por quanto cada uma investe em segurança, com base em tamanho e crescimento e também na sofisticação do grupo de gerenciamento”, diz Cakebread, ex-Salesfroce. Mark Nicolett, vice-presidente de pesquisas da Gartner, relata que o foco dos fornecedores está, em primeiro lugar, nas suas capacidades principais, como backup de dados ou entrega de aplicativo para RH: “A segurança é, geralmente, o último componente adicionado à uma nova tecnologia, e em computação em nuvem não foi exceção”.
Sabemos que a Câmara Municipal de Los Angeles (EUA) exigiu do Google criptografia de e-mail . Mas não se pode esperar que essa codificação esteja disponível em todos os serviços de nuvem. Aplicativos como e-mail, que é usado tanto por consumidores quanto por empresas, certamente não será criptografado. A criptografia gera despesa e os fornecedores não querem estragar a performance do aplicativo ou absorver o custo de consumidores que não queiram uma assinatura premium.
Ash Patel, CIO global da Aon Consulting, uma das três unidades de negócio da Aon Corp., consultora de seguros e prestadora de serviços, optou por uma abordagem mais conservadora ao decidir como assegurar os links de dados e quanto dos dados residiriam no ambiente oferecido pelo serviço de computação em nuvem quando ele contratou a Echopass, uma empresa que oferece serviços de atendimento ao cliente e que vem trabalhando com a Aon há dois anos.
A Aon Consulting optou por uma linha T1 privada da Verizon Communications do seu data center até o serviço da Echopass. “Não nos sentimos confortáveis enviando nossas informações via internet”, contou Patel. Além disso, a Aon tem a camada de criptografia da Verizon nas duas pontas da conexão para que os dados fiquem protegidos por todo o caminho até o data center da Echopass. “Achamos que nossas informações estão seguras conforme saem da rede corporativa e entram na nuvem”, disse Patel.
As empresas devem garantir que o provedor potencial de serviço de computação nas nuvens ofereça, no mínimo, a segurança padrão que eles usam em seus próprios sistemas: detecção de intrusos e software de prevenção, firewall, forte autenticação de usuário e monitoramento de conteúdo.
Uma das coisas que a Sleek checou antes de começar a usar o serviço da 3Tera foi a força do sinal da rede nos arredores do data center do fornecedor. “Ao implementar nosso aplicativo, queríamos ter certeza de que ninguém conseguiria acesso direto aos nossos dados”, disse Threet. Quando os usuários se conectam ao data center da 3Tera, um servidor de proxy processa o pedido e o redireciona aos servidores back-end, restringindo, assim, a visibilidade dentro daquele sistema.
Pela perspectiva da segurança, as empresas precisam imaginar suas redes se estendendo para além do ambiente físico até o data center do fornecedor. Conforme as empresas unem mais serviços de nuvem, o desafio se multiplica. Uma complicação parecida vem do fato de que os serviços de nuvem foram criados em vácuos, com cada fornecedor garantindo sua conexão mas não as outras.
Enquanto as questões de segurança estão no topo das listas de preocupações, também é um forte ponto nas vendas do serviço de computação em nuvem, especialmente para pequenas e médias empresas que não têm como pagar profissionais de TI especializados em segurança da informação. “Não queremos lidar com problemas de segurança, queremos passar essa questão para outra pessoa”, disse Paul Wyatt, chefe de operações da Recurrent Energy, uma empresa nova de sistemas de energia solar, com 45 funcionários e capital de risco de US$ 275 milhões, que tem toda sua infraestrutura de TI alojada nas nuvens.
O pensamento é que já que os fornecedores de nuvem estão no negócio de TI, eles podem dedicar muito mais recursos à segurança. Eles devem ser capazes de monitorar mudanças na segurança e fazer essas mudanças funcionarem com mais eficiência do que muitas empresas. “O nível de segurança disponível nas nuvens pode ser mais alto do que os disponíveis em alguns data centers tradicionais”, disse Nils Puhlmann, VP de gerenciamento de risco da Qualys, um provedor online de software de segurança.
O outro lado desse argumento é que quanto mais dados vão para as nuvens – e quanto mais valioso é o dado – mais atraente eles se tornam como um alvo de ataque. “A computação em nuvem atrai hackers, porque há muito dado corporativo concentrado em um único lugar”, disse Nicolett, VP da Gartner.
É por isso que as empresas, assim que tiverem resolvido os problemas envolvendo segurança de rede ao transferir dados para os servidores em nuvem, precisam experimentar as operações no data center do fornecedor. O SAS-70, um conjunto de processos e controles de segurança de continuidade de negócio do American Institute of Certified Public Accountants, está, rapidamente, se tornando o mais próximo a um padrão entre as operações de computação em nuvem.
A InformationWeek Analytics mostrou, esse ano, que nove entre 12 fornecedores de infraestrutura como serviço tinham certificado SAS-70. O fornecedor de serviço de nuvem Rackspace Managed Hosting, por exemplo, fornece relatórios SAS-70 para todos os clientes para mostrar como seus dados estão seguros e garantidos, disse Adrian Otto, desenvolvedor de nuvem na Rackspace.
As empresas devem se informar também se os fornecedores de nuvem passam por avaliações de segurança feitas por outras empresas ou uma equipe de segurança interna. A maioria é avaliada, embora a pesquisa tenha descoberto que apenas cinco das 12 entrevistadas divulgavam essas avaliações para possíveis clientes.
Recurrent Energy colocou nas nuvens todos os aplicativos
InformationWeek EUA
Depois de se convencer sobre qual fornecedor de nuvem escolher, as empresas devem determinar o quão confortável se sentem colocando dados e aplicativos nas nuvens. A maioria vai devagar, geralmente começa com um tipo de aplicativo apenas – o serviço de CRM da Salesforce, por exemplo – ou um tipo de atividade, como desenvolvimento e testes.
Apenas uns poucos corajosos mergulham de cabeça, como a Recurrent Energy, que financia, constrói e opera sistemas de distribuição de energia solar. “Nós não temos um data center agora e esperamos continuar assim conforme o negócio cresce”, disse o COO, Wyatt. “Não achamos que manter hardware, sistemas de gerenciamento de banco de dados, redes, aplicativos ou gerenciamento de segurança beneficia nosso negócio, portanto preferimos que terceiros façam isso pra gente”.
Além da eficiência em operações, Wyatt acredita que a nuvem ajuda na colaboração com parceiros do negócio. É ai que os sistemas de autenticação desempenham um papel importante: “Precisamos passar informações para os nossos parceiros financeiros sobre seus projetos, mas não queremos que eles tenham acesso aos nossos dados proprietários e possíveis informações vindas de concorrentes”, disse Wyatt.
Para isso, a Recurrent usa o gerenciador de conteúdo de serviços em nuvem da SpringCM Inc. O serviço armazena uma grande variedade de documentos de negócios relacionados à criação de sistemas de distribuição de energia, desde a criação do projeto até regulamentos para construções locais, estaduais e federais. Os documentos devem ser armazenados por diferentes períodos de tempo – entre alguns meses e décadas – e têm diferentes níveis de sigilo. Às vezes, um funcionário precisa acessar um documento mantido em uma pasta com vários outros materiais, a SpringCM lhe dá acesso àquele arquivo e nada mais dentro da mesma pasta.
IBM e AT&T anunciam serviços de computação em nuvem
A IBM e a AT&T anunciaram nesta segunda-feira (16/11) novos serviços para computação em nuvem. Ambas buscam competir por uma fatia de um mercado projetado de 46,4 bilhões de dólares, e que deverá crescer para até 150 bilhões nos próximos quatro anos.
Da IBM chega o serviço Smart Analytics Cloud, que se apóia nos petabytes de dados empresariais acumulados pela própria empresa ao longo dos anos. A IBM já adota o serviço internamente, sob o nome Blue Insight.
O Smart Analytics Cloud permitirá a seus clientes analisar a informação de seus próprios bancos de dados, e combiná-los com os dados dos servidores da IBM para extrair insights de negócio.
Sob demanda
Já o serviço de nuvem da AT&T, chamado AT&T Synaptic Computer Services, oferece poder computacional nos moldes da Computação-como-serviço (CaaS) e sob demanda.
A nuvem da AT&T é construída sobre a plataforam Sun Open Cloud e utiliza as APIs da Open Cloud, em conjunto com o ambiente virtual da VMware.
Ao contratar a nuvem da AT&T, os usuários contam com um portal de autosserviço, que permite requisitar poder computacional ou espaço de armazenamento de forma automática.
Microsoft estreia Azure no dia 1º de janeiro
Reuters
LOS ANGELES – A Microsoft afirmou hoje que colocará no mercado o Windows Azure, sistema de computação em nuvem, no dia 1º de janeiro.
O Azure, que oferece uma plataforma online para que desenvolvedores de software criem seus próprios programas e desenvolvam espaço para armazenarem dados, entrou em fase de testes há um ano.
O serviço estará plenamente pronto no início do próximo ano, segundo o arquiteto-chefe de software da Microsoft, Ray Ozzie, na conferência anual da companhia voltada a desenvolvedores de programas.
O primeiro mês do serviço será gratuito e a cobrança começará em fevereiro, explicou Ozzie.
Espera-se que a Microsoft seja um grande agente no mercado de computação em nuvem – que corresponde basicamente à tendência de utilizar software em centros de dados remotos e acessá-lo pela internet.
Porém a empresa tem ficado para trás diante do pioneirismo de rivais como a Amazon.com, que já vende memória com base nessa tecnologia, e o Google, o qual oferece um conjunto de programas online e gratuitos.
UOL Host lança loja de aplicativos em cloud computing para PMEs
Computerworld
Novo serviço vai oferecer pacotes de ERP, CRM, sistemas para processar nota fiscal eletrônica e meios de pagamento.
Conforme Computerworld antecipou, o UOL Host acaba de lançar uma loja de aplicativos empresariais. O shopping funciona no modelo de cloud computing e terá como foco, principalmente, as pequenas e médias (PMEs) que não têm infraestrutura de TI e precisam informatizar o negócio com redução de custos. A nova loja oferecerá versões de sistemas operacionais e pacotes de software empresariais como CRM e ERP.
Para inaugurar o novo serviço, o UOL está fechando parcerias com desenvolvedores de software. O vice-presidente do UOL Host, Vínicius Pessin, informa que a loja entra em operação oferecendo aplicativos da Microsoft, como o Windows Server, o SQL Server e Dynamics CRM. Foi fechado também acordo com distribuidores Linux para ofertar os sistemas operacionais de código aberto Ubuntu e Cent OS.
O executivo informa que a ideia é ampliar o leque de aplicativos nas nuvens e ofertar também pacotes de software para negócios por ramo de atividade. “Pretedemos ter ERP para dentistas, advogados, varejo e para outros segmentos. Vamos oferecer também sistemas para processamento de Nota Fiscal Eletrônica (NF-e) e até meios de pagamento”, diz Pessin.
Juntamente com a loja de aplicações, o UOL Host está oferecendo também no mesmo modelo de cloud computing o serviço de infraestrutura de TI para PMEs que não têm como investir na compra de servidores. Elas poderão contratar serviços de processamento nas nuvens de acordo com sua necessidade.
Preço do serviço
Pessin diz que o pacote de infraestrutura mais básico custa 189 reais por mês, o que dá direito a processamento, espaço em disco e banda. Esse pacote oferece CPU de 1,1 GHz, 512 MB de memória e espaço em HD de 50GB. O executivo aposta numa popularização do conceito de cloud computing pelas vantagens que o modelo oferece. “As empresas não precisam investir em infraestrutura para rodar suas aplicações. Elas podem fazer todo o processamento nas nuvens de acordo com o seu crescimento”, avalia.
A expectativa do UOL Host é atrair até o final do ano cerca de 3 mil novos usuários de cloud computing. No próximo ano aproximadamente 30% da receita do UOL Host deverão vir dessa área, diz Pessin.
Computação em nuvens: como obter a desejada segurança
De olho na possível economia por trás da cloud, as empresas estão procurando maneiras de ultrapassar as barreiras de adoção
Antes de a câmara municipal de Los Angeles (EUA) fechar com o Google um contrato de US$ 7,25 milhões pelo serviço de e-mail para os 300 mil funcionários da cidade, a instituição sofreu com as especulações sobre a segurança das informações. O departamento de polícia de Los Angeles e a promotoria pública se preocupavam que as informações confidenciais pudessem ser expostas por estarem armazenadas em nuvem, quer dizer, nos servidores do Google e não no próprio data center da Câmara Municipal, que, por sua vez, ouvia os boatos que corriam pelas empresas de todo aquele país que consideravam a opção de adotar computação em nuvem. “A segurança é a questão principal”, disse Eduardo Hewitt, representante do intendente municipal, Tony Cardenas.
Para convencer a Câmara, o Google teve de concordar com uma lista de condições especiais de segurança, incluindo:
Tirar a impressão digital de todos que trabalham com o Google e com a Computer Sciences Corp no projeto que irá desenvolver e gerenciar o serviço para a cidade de Los Angeles;
Codificar todos os dados em trânsito;
“Destruir” os dados em descanso, com pedaços armazenados em drives separados, para que seja necessário um programa e uma chave de decodificação caso alguém queira juntar os pedaços e tornar o arquivo legível.
Armazenar todos os dados da cidade de Los Angeles dentro do território nacional (EUA)
Limitar o acesso aos dados aos funcionários do Google e CSC que estiverem de acordo com os requisitos de autorização da câmara.
O Google também oferece reembolso mínimo por danos e erros, incluindo quebra de sigilo, falhas na rede como resultado de ações tomadas pelo Google ou pela CSC e danos pessoais a funcionários da Câmara causados pelo Google ou pela CSC. A quantia paga em tais casos ainda está sendo negociada, disse Kevin Crawford, assistente geral da área de TI da Câmara Municipal de Los Angeles.
Mas por que a Câmara precisa de tantas medidas e algumas que até excedem a implementação corporativa de computação em nuvem? “Por causa da renovação dos produtos para o setor público”, explicou Crawford.
Vários órgãos da cidade simplesmente não se convenceram com a segurança da computação em nuvem e exigiram as condições adicionais. Mas Crawford diz que a cidade não pagou nada extra e que, na verdade, negociaram descontos com o Google. “Ainda conseguimos um desconto de 40% em varejo”, declarou.
A tensão sobre a segurança de computação em nuvem, incluindo as preocupações sobre as possíveis renovações, não está limitada, de jeito nenhum, ao setor governamental. Quando InformationWeek Analytics perguntou a 547 profissionais de tecnologia de negócio quais eram suas preocupações em relação à computação em nuvem, as questões de segurança ocuparam os três primeiros lugares na lista, ultrapassando questões de desempenho, recuperação de danos ou inalterabilidade.
A computação em nuvem tem sido considerada um opção porque as empresas e as agências governamentais estão muito interessadas no baixo custo das licenças e do suporte ao usuário que o serviço promete. A implementação rápida também trabalha a favor da computação em nuvem. Ainda assim, a questão da segurança se mostra mais importante do que a economia e, para muitas empresas, é o que acaba com qualquer possibilidade de adotar as nuvens.
A Gartner prevê que as empresas gastarão cerca de US$ 10 bilhões neste ano em dois tipos de computação em nuvem: infraestrutura como serviço (em que as empresas compram poder de computação conforme precisam) e software como serviço (em que as empresas pagam pelo acesso online a um software, desde e-mail, passando por CRM até business intelligence).
Enquanto as empresas podem assinar serviços nas nuvens cada vez mais vastos, os departamentos de TI não têm a mesma história que têm com software local, portanto, não têm como garantir que podem encontrar os pontos críticos, como falha na segurança, com a mesma facilidade. Quais são os novos pontos de invasão? Como as empresas podem garantir que os dados armazenados no data center do fornecedor estão seguros? Quando as informações devem ser criptografadas?
Na pesquisa de InformationWeek Analytics sobre o tema, 57% citaram “a tecnologia em si como problema de segurança” como a principal preocupação com computação em nuvem. As melhores práticas e os padrões para computação em nuvem estão emergindo agora. “A segurança é e deve ser sempre a principal preocupação das empresas que pensam em adotar a computação em nuvem”, enfatiza Steve Cakebread, ex-presidente e chefe de estratégias da Salesforce.com, que agora está na eHealth, uma revendedora online de seguro-saúde, e na Solarwinds, uma fornecedora de gerenciamento de rede.
Para entender os potenciais riscos de segurança, as empresas devem fazer uma avaliação completa de um serviço de nuvem – começando com a rede, checando as operações do fornecedor e desenvolvendo o aplicativo em nuvem.
Como ainda não existe uma lista estabelecida das melhores práticas para computação em nuvem como existe para os sistemas de TI locais, fica aqui um conceito para ser levado em conta: ainda é a empresa, ou seja, a área de TI que contrata o serviço de computação em nuvem e que será responsável pela segurança dos dados e aplicativos que vão para as nuvens. “No final das contas, os possíveis problemas com segurança de dados cairão nas costas da nossa área de TI e não nas do fornecedor”, disse Ash Patel, CIO global da Aon Consulting, uma das três unidades de negócio da Aon Corp., consultora de seguros e prestadora de serviços
Teradata aposta na nuvem
ITWeb
Pacote de ferramentas inclui versão gratuita de banco de dados da companhia
Fornecedora de data warehouse, a Teradata mira o emergente mercado de cloud computing.
A companhia disponibilizou um pacote de ferramenta para construção de data marts em nuvens públicas e privadas.
De acordo com a empresa, a solução garante agilidade na análise de dados e permite desenvolvimento de sistemas nas plataformas da fabricante em questões de minutos.
O pacote inclui, ainda, uma versão gratuita do banco de dados Teradata, integrado a ambientes Amazon EC2 e VMware.