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Cloud exige novas habilidades dos profissionais de TI
IDG News Service
À medida que vão adotando computação em nuvem, os líderes de TI de todo o mundo estão se deparando cada vez mais com situações nas quais as habilidades de seus administradores de sistemas não são suficientes para gerenciar o novo ambiente tecnológico.
Em painel com CIOs, o executivo principal de tecnologia da Pitney Bowes, Greg Bouncontri, disse que “o papel do profissional de TI está mudando profundamente”. O CIO do banco norte-americano Sun National, said Angelo Valletta, acrescenta que há um “novo conjunto de habilidades necessário com o qual as empresas ainda não conta”.
Os executivos acreditam que a nuvem vai padronizar infraestrutura, fazendo com que as áreas de TI gastem muito menos tempo gerenciando servidores, habilidades menos necessárias. Por outro lado, as pessoas precisam entender como as múltiplas ofertas de computação em nuvem podem se integrar e como podem ser usadas para beneficiar as organizações.
Bouncontri pontua que a sua equipe na Pitney Bowes se concentrava, tradicionalmente, em segurança e eficiência operacional. Agora, ela precisa encontrar maneiras de usar os serviços em nuvem como um “catalisador para o crescimento da companhia”.
Em outras palavras, os serviços em nuvem estão criando um ambiente mais competitivo para o banco. Bouncontri afirma que serviços como CRM, banco via internet e banco móvel já estão consistentemente enquadrados na tendência. Outros tipos de negócios também já sentem a pressão das novas soluções, que emergem diariamente pelas mãos de startups.
O CIO da companhia de comunicações Scholastic concorda. “O papel da TI será o da inovação”, diz. Hoje, as tarefas do CIO estão concentradas em gestão da informação usando processos consagrados na indústria, como CMMI e ITIL. No futuro, os líderes terão que pensar muito mais em inovação.
Arquitetura
Os CIOs do painel destacaram, também, que a computação em nuvem vai exigir, ainda, muito mais habilidades de arquitetura do que comumente encontrados nas empresas, mudando toda a estrutura hierárquica da área.
De acordo com o vice-presidente de servidores e plataforma de nuvem da Microsoft, Bob Kelly, a computação em nuvem é uma ruptura para a indústria tão grande quanto foi a ruptura de mainframes para o sistema cliente-servidor nos anos 1990. “Em uma mudança tão dramática, é natural essa mudança de habilidades necessária”, avalia.
A arquitetura é destacada por conta da necessidade de integração. As pessoas vão trabalhar em um mundo composto por diversos elementos diferentes e têm de pensar em como as partes podem ser unidas. Não se trata mais de implantações de recursos, é arquitetura na mais pura acepção da palavra.
“O ganho de maturidade dessas tecnologias nos levará para um ambiente com muito menos de pessoas técnicas e com muito mais capacidade de projetar soluções. Muda totalmente o paradigma”, diz Bouncontri.
Oito passos para escolher um fornecedor de cloud computing
Network World (EUA)
Planejamento é essencial antes de optar por uma solução de computação em nuvem.
As corporações interessadas em adotar serviços de segurança baseados em cloud computing que dependem de auditorias talvez tenham um caminho complicado pela frente. Os auditores se baseiam em padrões para avaliar os projetos. Contudo, no modelo de computação em nuvem nem sempre existe uma padronização, explica o vice-presidente da empresa de serviços de segurança Savvis, Chris Richter. “As principais restrições estão ligadas ao fato de [na computação em nuvem] não existir políticas claras para a infraestrutura”, aponta Richter.
Como as regras só deverão surgir com o passar do tempo, só resta um caminho para as organizações interessadas em contratar serviços em cloud: tomar muito cuidado com os dados que enviam para o provedor e garantir que as informações sujeitas às regras de conformidade sejam tratadas dentro dos padrões exigidos.
“Os auditores querem enxergar a nuvem profundamente e isso é algo que alguns fornecedores simplesmente não permitem”, diz o vice-presidente. Ele ressalta que faz parte do modelo de negócios dos provedores esse sigilo em relação à arquitetura, políticas, estrutura virtual, entre outros requisitos. “Se a auditoria não consegue enxergar o fluxo dos dados, a segmentação das VLANs (redes privadas virtuais) e a metodologia de particionamento dos dados, ela não aprovará a infraestrutura”, conclui Richer.
Outro complicador é a questão de identidade e de gerenciamento do acesso. Mais especificamente, os auditores querem saber como os dados são manipulados, com o intuito de evitar o acesso de usuários não autorizados. E o mais alarmante nesse sentido está no fato de que o vice-presidente da Savvis admite que não conhece um fornecedor que possua uma metodologia realmente eficiente para a gestão de identidade e acesso à nuvem.
Uma alternativa para beneficiar-se da redução de custos e facilidade de gestão prometida pela cloud computing, mas sem descuidar de informações sensíveis, é adotar o modelo de nuvem privada. “Isso permite manter um bom nível de controle sobre os dados, as aplicações e a infraestrutura”, detalha Ritcher.
Por fim, o executivo destaca que, em qualquer modelo de computação em nuvem, a equipe de TI não pode abrir mão da responsabilidade de proteger os dados.
Em outras palavras, a organização pode terceirizar serviços, plataforma, segurança ou infraestrutura, mas deve manter dentro da empresa o controle sobre os ambientes. E como forma de ajudar as empresas a evitar qualquer surpresa com a cloud computing, Ritcher indica oito passos para a migração para esse modelo:
1 – Avalie profundamente cada aplicação. “Algumas delas estão enraizadas no sistema da corporação e a nuvem nunca atingirá o grau necessário de conformidade e segurança”, destaca Richter.
2 – Classifique os dados e determine tudo o que é dado e processo sensível. Essa etapa desponta como um passo essencial para não errar na definição do tipo de nuvem que será escolhida.
3 – Determine o tipo de nuvem que melhor se enquadra na corporação. As opções variam de software como serviço, plataforma como serviço ou infraestrutura como serviço.
4 – Escolha o modelo de oferta. Pode ser nuvem privada, nuvem auto-gerenciada, gerenciada, nuvem pública terceirizada, nuvem pública corporativa ou nuvem híbrida.
5 – Especifique uma arquitetura para a plataforma. Isso deve incluir especificações para computação, armazenamento, backup, roteamento de rede, virtualização e hardware dedicado.
6 – Especifique cuidadosamente todos os serviços de segurança. Se para adquirir infraestrutura ou software isso já é importante, os que pretendem contratar segurança como serviço devem ter todos os requisitos bem descritos. Isso inclui firewalls, detecção de intrusos, gerenciamento de identidade, prevenção a perda de dados, criptografia, buscas por vulnerabilidade, entre outros.
7 – Confira cuidadosamente todas as políticas do fornecedor de cloud computing para verificar se tudo está enquadrado nos requerimentos da empresa. “Esse fator varia absurdamente em diferentes fornecedores”, afirma Richter.
8 – Analise bem o provedor de serviço. A avaliação deve levar em conta se ele está geograficamente disperso, se os usuários podem realizar atribuição de recursos de forma autônoma e se o fornecedor tem capacidade suficiente para atender a um crescimento do negócio. Avalie também se o provedor tem metodologia documentada para monitorar o tráfego de todos os seus usuários, evitando os ataques de negação de serviço que ocorrem sem intenção; quais são os acordos de nível de serviços (SLAs); e a estabilidade financeira da companhia.
Wipro entra no mercado de cloud computing
InformationWeek EUA
Companhia de outsourcing se uniu à Oracle para ofertar serviço que companhias de software podem usar para aderir à indústria de SaaS
A Wipro, um dos maiores provedores de outsourcing da Índia, está interessada em computação em nuvem. A companhia anunciou na terça-feira (01/09) um serviço de hospedagem para companhias de software que buscam ofertar seus produtos no modelo software as a service (SaaS).
O serviço, chamado w-SaaS, permitirá que companhias de software ofereçam suas aplicações existentes como serviço, informou a Wipro, ressaltando que o w-SaaS deve reduzir o custo que uma companhia teria para converter seu aplicativo em modelo de serviço em cerca de 50%.
O serviço roda na tecnologia de grid computing da Oracle, que inclui banco de dados, middleware e software de virtualização. Com este anúncio, a Wipro demonstra que planeja ganhar com cloud computing a perder mercado para o conceito.
Companhias de outsourcing indianas como a Wipro, Infosys e Tata tiveram grande crescimento depois da recessão econômica de 2001, quando muitas companhias norte-americanas buscaram economizar dinheiro enviando seus trabalhos de desenvolvimento para o outro lado do oceano. Embora a indústria de terceirização da Índia continue bem, a crise econômica atual afetou o desempenho dessas companhias, já que muitos clientes cortaram gastos com TI e pressionaram por menos preços nos serviços.
A computação em nuvem, por outro lado, tem grande potencial para que a indústria de outsourcing ensaie uma retomada, já que poderão levar redução de custos, menos desenvolvimento interno e minimizar o gerenciamento de aplicações e hardware.
Por exemplo, em vez usar um offshore para ajudar no desenvolvimento ou gerenciamento de software na redução de custo, o CIO pode escolher um serviço de hospedagem de software. Algumas plataformas emergentes, como Salesforce.com, agilizam esse processo.
Agora, a Wipro entra no jogo da computação em nuvem com a Oracle, outra companhia que tenta ganhar espaço nesta área. “Estamos satisfeitos com a parceria com a Wipro para prover soluções de SaaS”, informou John Gawkowski, vice-presidente de plataforma tecnológica da Oracle.
Computação em nuvem exige plano de contingência
COMPUTERWORLD
Política de segurança deve incluir medidas para garantir continuidade do serviço, mas projeto deve ser adaptado às necessidades de cada organização.
A discussão em torno do risco associado à computação em nuvem (do inglês, cloud computing) ainda está muito concentrada na questão da segurança da informação. Apesar disso, muita gente se esquece que dentro do componente risco é essencial discutir também planos de contingência, o que garante confiabilidade e a certeza de que os negócios não sofrerão grandes baques.
Esse tipo de gerenciamento, no entanto, é um pouco diferente das infraestruturas de tecnologias tradicionais. As grandes empresas ainda utilizam as jurássicas fitas de backup, muitas vezes sem dar o tratamento adequado para as informações. As médias, pequenas e micro empresas, na maioria das vezes, se valem de redundâncias simples, com apenas uma mídia de armazenamento.
Com as nuvens e a profissionalização das infraestruturas, a forma de criar contingência também deve mudar. Ela não envolve somente a disponibilidade de informações e aplicações essenciais para os negócios, mas a certeza de que sempre haverá um link adequado de comunicação entre a companhia e o fornecedor dos serviços.
Mas, antes de correr para seguir um passo-a-passo padrão de contingência, o profissional da área deve levar em conta que cada empresa tem suas próprias necessidades de níveis de serviço e atividades críticas.
A Camiseteria.com, do segmento de varejo eletrônico, é um exemplo de microempresa que aderiu aos serviços nas nuvens e criou uma estratégia de contingência adaptada às suas necessidades. A parte de sistemas, menos crítica, é desenvolvida internamente e depois passada à nuvem.
“Os dados, mais críticos, residem nas nuvens, mas são replicados uma vez por dia para um servidor interno e para um dispositivo de armazenamento separado do servidor”, afirma o sócio-diretor da Camiseteria, Fábio Seixas.
A estratégia está adaptada ao nível de riscos sofridos pelas empresas: perder dias de trabalho seria um grande prejuízo, mas realizar backups a cada hora ou cada 10 minutos demandaria um investimento em recursos e pessoas que não são justificados pela forma como a empresa opera.
Segundo o gerente de produtos da Locaweb, Fernando Zangrande, o data center também tem seus próprios planos de contingência para complementar as medidas tomadas pelos clientes, mas eles são adaptáveis de acordo com o nível de serviço esperado pelo usuário.
Uma empresa, como a Camiseteria, por exemplo, pode contratar serviços do modelo padrão, com redundância simples, em dois servidores e dois locais físicos para armazenar os dados. A empresa, no entanto, tem clientes como bancos, que precisam de uma eficiência muito maior na guarda dos dados. “Para clientes com necessidades muito críticas de armazenamento, chegamos a realizar redundância tripla, com dados armazenados em três locais lógicos e dois físicos”, diz.
O link de comunicação também deve ser incluído na estratégia, dependendo das opções que a empresa tem na região em que está localizada. A Camiseteria já passou pela situação de ficar sem internet, mas contornou o problema com uma conexão 3G. “É o suficiente para garantir a continuidade das atividades. Em ambientes críticos, não precisamos de grande largura de banda”, afirma.
Já empresas maiores, que não podem se dar ao luxo de perder velocidade de tráfego, precisam contar com dois links da mesma capacidade: um ativo e um passivo, de forma que o segundo seja acionado somente em caso de necessidade.
O analista da TGT Consult Pedro Bicudo, também defende a elaboração cuidadosa do plano, mas ressalta que, antes das nuvens, a contingência já era um aspecto muito negligenciado pelas empresas, cuja falta já causou até falência de corporações. “As pessoas têm medo do desconhecido, mas o fato é que guardar os dados nas nuvens, em fornecedores profissionais de infraestrutura, é mais seguro do que manter tudo em casa”, diz.
Microsoft divulga preços do Windows Azure
Plataforma de computação em nuvem da companhia poderá ser paga conforme o uso, por meio de assinatura ou em um modelo que permite a integração do produto com outros contratos já firmados com a empresa.
Por IDG News Service/EUA
A Microsoft divulgou, durante conferência com desenvolvedores realizada nos Estados Unidos nesta terça-feira (14/7), os preços e mais detalhes sobre como vai vender o Windows Azure, plataforma voltada para infraestruturas de computação em nuvem que será lançada em Novembro.
Serão três modelos de cobrança: consumo, no qual os clientes pagam pelo que utilizam; assinatura, com periodicidade de cobrança fixa; e volume, que permite aos usuários integrarem o Azure em outros contratos que já tenham firmado com a Microsoft.
No modelo de consumo, a empresa vai cobrar 12 centavos de dólar por hora de uso da infraestrutura computacional; 15 centavos de dólar por gigabyte (GB) de armazenamento; e 1 centavo de dólar para cada 10 mil transações de dados (cada vez que o usuário adiciona, atualiza, lê ou apaga um dado, é contada uma transação).
Para o SQL Azure, banco de dados no modelo de nuvem, a Microsoft vai cobrar 9,99 dólares por uma versão web, com capacidade de até 1GB, e 99,99 dólares pela versão corporativa, com capacidade de até 10 GB.
Os valores para os outros modelos de cobrança serão divulgados no lançamento oficial da plataforma.
A empresa também vai oferecer um conjunto de ferramentas para o desenvolvimento de aplicações baseadas na arquitetura em nuvem, usando a linguagem .Net, com o preço de 15 centavos de dólar para um conjunto de 100 mil mensagens operacionais. O uso da banda terá o preço de 10 centavos de dólar por GB de dados adicionados, e 15 centavos de dólar por GB de informações recuperadas.
A partir de novembro, o produto estará disponível nos Estados Unidos, Europa, Austrália e Japão. No Brasil, a chegada está prevista para 2010, quando o sistema também será oferecido na Coréia do Sul, Malásia, Cingapura, Chile, Colômbia, México e no Leste Europeu
HP compra fornecedor de cloud computing
por Antone Gonsalves | InformationWeek EUA
20/07/2009
Companhia já utilizava software da IBrix em seus produtos de storage, servidores, switches e software de gerenciamento
A HP entrou em acordo para aquisição da IBrix, uma fabricante de software file-serving, como estratégia para ampliar sua infraestrutura de ofertas de computação em nuvem.
Fundada em 2000, a IBrix tem 53 funcionários e mais de 170 clientes corporativos divididos entre as indústrias de comunicação, entretenimento, internet, combustível, saúde, ciências e serviços financeiros. A HP já utilizava a tecnologia da empresa em diversos produtos, incluindo StorageWorks, servidores ProLiant, switches BladeSystems e ProCurve, além de software de gerenciamento.
A IBrix representa mais uma peça tecnológica para a HP competir neste crescente mercado de cloud computing. A arquitetura computacional provê recursos escaláveis e, frequentemente, virtualizados, dentro do conceito “como serviço” por meio da internet. Entre os exemplos bem sucedidos estão a Salesforce.com, que oferece software as a service, e a Amazon com infraestrutura como serviço.
O conceito de cloud computing aumenta a escala dos serviços, apresentando desafios em desenvolvimento de software, segurança, entre outros. O produto chave da IBrix, Fusion, inclui “alto nível de escala em sistemas paralelos com proteção de dados, disponibilidade de ferramentas e boa interface de gerenciamento”, como explicou a própria companhia.
A HP estima que o atual mercado de computação em nuvem deva crescer a uma taxa anual de 20%. “Esta aquisição expande nosso portfólio para melhor suportar nossas necessidades neste segmento”, informou Jeff Hausman, da divisão de StorageWorks da HP.
Detalhes financeiros da operação não foram divulgados. O acordo deve ser completado em 30 dias. A HP planeja integrar a IBrix em sua divisão de StorageWorks.
O anúncio desta aquisição vem uma semana depois de a rival EMC acertar a compra da Data Domain por US$ 2,4 bilhões.
Em breve: Microsoft na nuvem
| por Kevin McLaughlin | ChannelWeb |
| 07/07/2009 |
Empresa está a uma semana de falar sobre sua estratégia de cloud computing; veja as principais pautas a serem detalhadas
Desde que revelou o Windows Azure, em novembro passado, a Microsoft tem protegido sua estratégia de cloud computing como um tesouro. A blindagem das informações sobre o Azure tem sido tão poderosa que um observador de longa data da estratégia a descreveu como “um buraco negro do qual nenhuma informação escapa”.
A boa notícia é que na semana que vem, no Microsoft Worldwide Partner Conference, em New Orleans (EUA), os executivos, finalmente, começarão a falar de forma mais profunda sobre o modelo de negócios que a Microsoft vislumbra para o Azure, que virá como um alívio para canais que têm tentado descobrir seu impacto nos negócios.
A seguir, cinco questões em torno do Windows Azure sobre as quais os canais buscam alguma clareza:
1) Quanto vai custar?
Os parceiros querem detalhes concretos sobre a plataforma e o modelo de negócios por trás dela; e esperam uma forma de precificação que faça sentido. Executivos têm dito apenas que o preço do Azure será “muito competitivo” com relação às ofertas de aplicações na nuvem existentes.
“É matar ou morrer. Se as pessoas acharem o preço convincente, podemos extrair algo disso. Se não, bem, será difícil ter tração no lançamento”, disse Andrew Brust, líder de novas tecnologias da consultoria Twentysix New York.
Uma das sessões do evento da próxima semana que promete chocar é a de Doug Hauger, general manager de estratégia de marketing e negócios do Windows Azure, que vai discutir detalhes do modelo de negócios, preços e SLAs.
2) Como será o SLA do Windows Azure?
Na semana passada, a plataforma de aplicações em nuvem do Google, a AppEngine, caiu por seis horas e funcionou como um alerta para importância do acordo de nível de serviço de plataformas SaaS. Um SLA de 99,9% de disponibilidade permite apenas 45 minutos de queda por mês.
Entretanto, os contratos de SLA, até hoje, não conseguiram precisar o custo gerado para as empresas quando ocorre uma queda, diz Roger Jennings, um desenvolvedor independente de plataforma .Net e consutor principal da OakLeaf Systems. “Se o canal perde a marca de disponibilidade, você pode pedir um reembolso sobre as taxas baseado em tempo, mas ressarcimentos por perda de negócios decorrentes de sistemas fora do ar não estão no radar, até o momento”.
O Azure teve sua maior queda em março, quando os usuários não conseguiram acessá-lo por 22 horas. Apesar dele ainda estar em teste, alguns degustadores sentem que a Microsoft tem sido mais proativa em falar sobre os detalhes de uma queda.
3) Como a Microsoft vai garantir a adoção?
A Microsoft está no meio de uma extravagante inauguração de data centers em Dublin (Irlanda) e em Chicago. A isso se associam massivo investimento e igual pressão para a construção da base de clientes do Azure.
“Esta é uma oportunidade para empresas de desenvolvimento de aplicações construírem sistemas hospedados na nuvem, mas precisará de muito músculo em marketing para que a Microsoft leve a adoção para onde ela deve estar”, disse Tim Huckaby, CEO da InterKnowlogy, um gold partner Microsoft.
A fabricante vai usar o evento para mostrar como a plataforma .Net facilita a construção de aplicações e como essas habilidades podem ser transferidas facilmente para o ambiente Azure, segundo Huckaby.
4) A Microsoft vai autorizar nuvens Azure particulares?
A Microsoft tem enviado mensagens conflitantes. Já falou sobre como vai permitir às empresas a hospedar nuvens Azure em seus data centers, mas também já informou, em março, por meio de Julius Sinkevicius, diretor de Windows Server, que não pretende deixar as empresas hospedar suas nuvens.
Entretanto, o Chief Software Architect Ray Ozzie, recentemente pareceu sugerir que a empresa havia desenvolvido o Azure para suportar ambas nuvens públicas e privadas.
5) Ray Ozzie fará uma aparição surpresa no encontro de canais?
Se o Azure fosse uma banda de rock, Ozzi seria, sem dúvida, o vocalista. Ele anunciou o Azure em novembro no Professional Developer Conference e, como principal visionário da novidade, seria o candidato perfeito para mostrar os detalhes de preço, modelo para os parceiros, segundo os canais. “O Azure é o sonho dele – não há dúvidas de que essa missão é dele”, disse Huckaby, da InterKnowlogy.
IBM fala sobre investimentos em cloud
Super importante esta abordagem da IBM, não só nos aspectos de pesquisa e desenvolvimento tecnológicos para o desenvolvimento da Cloud mas principalmente na abordagem colaborativa. Disponibilizar infra estrutura e recursos para que desenvolvedores e arquitetos ao redor do mundo possam produzir, testar e compartilhar soluções nas nuvens - IBM Cloud Labs- o alvo e atingir 2.000.000 de arquitetos de software nos próximos dois anos.
Link: página da IBM sobre o IBM Cloud Labs
O Texto menciona também a oferta do produto CloudBurst, recurso que permite as organizações criarem suas próprias nuvens, utilizando equipamentos e ferramentas da IBM. Mas este é outro assunto que falaremos depois.
Vamos a nuvem!
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por Charles Babcock | InformationWeek EUA
29/06/2009
“Cloud computing é um novo caminho para consumo de TI”, disse Chiu, pai do Blue Cloud
Depois de uma conferência, a IBM encontrou tempo para falar sobre o que vem fazendo no mundo da computação em nuvem. Willy Chun, vice-presidente do Labs Cloud da IBM, mostrou como a Big Blue está em contato com academias que possuem serviços para construir centros de cloud para ofertar aplicativos para empresas.
“Cloud computing é um novo caminho para consumo de TI”, disse Chiu, pai do Blue Cloud.
Uma ferramenta chave neste conceito é a possibilidade de usuários corporativos terem serviços self-service – “estamos colocando recursos de TI diretamente nas mãos dessas pessoas.” Desde outubro de 2007, a IBM trabalha com 35 universidades, estendendo serviços cloud para estudantes e pesquisadores. Agora, são nove IBM Cloud Labs construídos para corporações em todo o mundo e a expectativa é aumentar esse número para 20, informou Chiu.
Na China, a IBM tem uma fábrica de serviços em nuvem, Wuxi, para servir as necessidades de dois milhões de engenheiros de software nos próximos dois anos. Desenvolvedores de programas estão entre os que mais cedo adotam os conceitos de cloud por conta da necessidade de extensão dos testes de códigos para rodar em número maior de configurações e ambientes. Frequentemente eles utilizam máquinas virtuais para promover esses testes e levar essas máquinas para o ambiente em nuvem é um conceito básico de cloud computing.
Em breve, a fábrica Wuxi irá “se tornar um provedor de serviços web e-government” para uma província chinesa, informa Chiu.
Já na África do Sul, a IBM mantém parcerias com os principais bancos para rodar 200 processos automatizados por meio de serviços em nuvem. “Criamos templates padrões de softwares completos e testes de processos”, lembrou.
A fabricante também está presente no Oriente Médio onde, junto com a Carnegie Mellon University, suporta um projeto de criação de uma indústria vertical de combustível cloud no Qatar, que poderia ser compartilhada por diferentes companhias de petróleo. Isso mostra que cloud computing pode intensificar a colaboração e a troca de conhecimentos, apontou Chiu.
Além dos Cloud Labs e projetos individuais, a IBM tem uma oferta chamada CloudBurst, são conhecimentos encapsulados em arquivos virtuais VMware com software de gerenciamento de serviço da Tivoli rodando em servidores BladeCenter HS 22. A Big Blue leva a combinação para um data center pronto para ser ligado como um componente de cloud interno, explica Chiu.
5 pesquisas sobre computação em nuvem
Pesquisa muito bacana realizada pela Network World.
Algumas universidades americanas estão desenvolvendo projetos em torno da Cloud Computing, focando redução de custos, compartilhamento e segurança. Todos os pontos abordados são interessantes e, todas as iniciativas no meu entender, aplicam conceitos do formato de infra estruturas convencionais para a Cloud, menos uma – a recomputação, onde os dados não seriam armazenados e sim, quando necessário, reprocessados e entregues aos usuários. Este é realmente um foto novo e curioso.
Independente do sucesso das pesquisas, só o fato delas estarem acontecendo mostra o que esta por vim! Quando as universidades e institutos de pesquisas agem em torno da Cloud Computing e buscam agregar novos componentes a este conceito, se torna evidente que muitas inovações irão surgir e novas entregas ao mercado serão constituídas, mas sem dúvida alguma irão ajudar em tratar o tema na esfera estratégica, formando opinião e mudando a mentalidade de muitos líderes.
Vamos a nuvem!
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Por Network World, EUA
Framingham – Estudos mostram como cloud computing pode evoluir para tornar-se uma plataforma mais confiável e com menores custos.
Cloud computing é um conceito, não uma solução pronta. Prova disso são as milhares de pesquisa para o desenvolvimento de modelos que potencializem a possibilidade que a computação em nuvem oferece de reduzir custos e aprimorar a infraestrutura dos clientes. Confira cinco pesquisas que podem ditar novos rumos para a plataforma.
Nebulas
Pesquisadores da Universidade de Minessota investigam um modelo de fornecimento de cloud computing cuja principal característica é a distribuição de recursos ociosos para a formação de nébulas, ou seja, conjunto de nuvens. Ainda está no papel, mas promete ser uma solução ideal para empresas como Amazon, IBM e Google, que possuem grande número de servidores.
De acordo com pesquisadores, a oferta de nuvens neste formato poderia atender mais eficientemente o leque de necessidades das empresas, garantir escalabilidade geográfica de nós e reduzir o custo do serviço para o usuário.
Implantar um modelo como esse depende de muitos estudos e desenvolvimento de soluções que automatizem o gerenciamento, mas, segundo os pesquisadores, o conceito seria o ideal para complementar a oferta de nuvens e poderia até mesmo servir como caminho de transição para muitos outros modelos de serviços.
CloudViews
Com todas as questões que envolvem cloud computing, o assunto segurança é frequentemente levantado, principalmente quando se leva em conta que diversos consumidores de dados e aplicações compartilham os mesmos recursos de nuvens. Mas os pesquisadores da Universidade de Washington veem uma série de oportunidades no fato de serviços web e aplicações estarem tão próximas.
CloudViews é um sistema desenvolvido pelos pesquisadores da instituição, que facilita a colaboração por meio de compartilhamento de dados entre serviços devidamente protegidos.
Os pesquisadores descrevem, na pesquisa, que os fornecedores de nuvens públicas precisam facilitar esse tipo de colaboração para garantir o crescimento do mercado do desenvolvimento de novos serviços web.
Plataforma de Cloud Computing criptografada
O laboratório Max Planck Institute for Software Systems, também preocupado com a questão da segurança, desenvolveu um modelo que possibilita aos fornecedores de infraestrutura como serviço, como a Amazon, oferecer ambientes em caixa fechada, garantindo que máquinas virtuais possam realizar execuções confidenciais no ambiente.
A plataforma proposta seria uma forma de assegurar aos consumidores que seus dados não estariam acessíveis ao fornecedor e possibilitaria que as empresas assegurassem a troca segura de dados, mesmo entre diferentes máquinas virtuais.
Infraestrutura virtual privada
Ainda na questão da segurança, John Krautheim, pesquisador da Universidade de Maryland no condado de Baltimore (EUA), propõe que consumidor e fornecedor dividam o gerenciamento dos riscos de segurança da infraestrutura em nuvens.
Segundo o pesquisador, isso é possível graças a um método que combina requerimentos do usuário e do fornecedor para permitir com que os clientes controlem a segurança de sua aplicação e das máquinas virtuais, enquanto deixa que o fornecedor preocupe-se com a segurança da parte física.
Krautheim diz que a abordagem proporciona uma sinergia de administração de segurança que pode ser muito eficiente se bem gerenciada nos dois lados. O sistema proposto inclui recursos que garantem confiança dos dois lados, incluindo uma plataforma com criptografia e métodos para desligar máquinas virtuais na ponta de usuário, em caso de extrema necessidade.
Trocando armazenamento por “recomputação”
Uma das formas de fazer com que cloud computing seja mais eficiente na performance e nos custos é repensar a forma que os dados são armazenados. Pesquisadores da Universidade da Califórnia em Santa Cruz se reuniram com a NetApp, empresa de armazenamento, e a Pergamum Systems, e estudam formas de aumentar a eficiência considerando a frequência de acesso aos dados, entre outras métricas.
Na prática, os dados gerados não seriam armazenados no sistemas, economizando espaço e energia no processo de gravação. Caso os dados sejam necessários, seriam recomputados para retornar o resultado desejado ao usuário. Embora haja um retrabalho, o que seria economizado com espaço e energia na gravação dos dados computados pela primeira vez compensaria a atividade.
É uma abordagem ainda longe da realidade e que depende de muitos estudos, mas abre um novo conceito dentro os milhares que compõe essa nova forma de ver a computação.
Microsoft e Sun em trabalho por interoperabilidade
Importante iniciativa. Microsoft e Sun juntas para o desenvolvimento de padrões abertos voltados para a interoparabilidade de suas plataformas.
Quem diria!
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por Charles Babcock | InformationWeek EUA
Participação da Sun na Apache Software Foundation deve ajudar a remover últimas barreiras entre padrões web
“Quero dizer, absolutamente, que estamos em paz”, avisou Steve Martin, um dos executivos da Microsoft que estavam no encontro JavaOne, que acontece em São Francisco, Estados Unidos. Isso pode ter sido uma forma engraçada, mas nenhum dos keynotes presentes riram. Ainda assim, os exemplos apresentados por Martin, diretor-sênior de desenvolvimento de plataforma de produtos, e Dan”l Lewin, vice-presidente de estratégia para desenvolvimento de negócios emergentes, impressionaram quem participava do evento, pelo desejo de a Microsoft ter Windows e .Net interoperar com a linguagem Java.
Com os times de engenheiros trabalhando nos bastidores para fazem com que o Windows rodasse aplicações Java e também para que servidores Solaris rodassem Windows, muitas barreiras de interoperabilidade foram derrubadas.
“Foi doloroso”, disse Martin. “Pense em um fazer um canal em todos os dentes”, já que os engenheiros removeram, um a um, pequenos obstáculos em seus respectivos sistemas operacionais e ambientes de desenvolvimento, acrescentou.
“Todos sabem que Sun Microsystems e Microsoft, cinco anos atrás, estavam praticamente em pé de guerra com suas hostilidades, mas a cooperação técnica cresceu entre as companhias. “Ambos, Java e .Net, venceram no mundo corporativo. 73% dos desenvolvedores estão com .Net ou uma combinação entre essa linguagem e a Java”, informou Martin.
O executivo afirmou que a Microsoft convenceu a Sun a participar do projeto Stonehenge Apache Software Foundation. O projeto trabalha para criar exemplos de referência open source de códigos que implementem interação entre diferentes sistemas invocando padrões web. O consórcio WWW e Oasis são os dois principais fundamentadores desses padrões, incluindo WS-Security e WS- ReliableMessaging.
A Microsoft contribuiu com uma versão .Net em um sistema IBM, inicialmente escrito em Java, para Stonehenge em Janeiro, dando aos desenvolvedores um caminho para testar interações entre Java e .Net através da web.
“Temos mudado”, adicionou Lewin. “A Microsoft absorveu os sistemas em volta de .Net e XML, e é nossa responsabilidade ver que essas coisas trabalham com outros sistemas.”
O projeto Stonehenge também é apoiado por desenvolvedores de Progress Software, Rede Hat e WSO2, uma empresa do Sri Lanka que produz serviços de middleware para web em código aberto. A WSO2 é a maior contribuinte do projeto.
A Microsoft mantém seu laboratório de interoperabilidade em Redmond, onde testa Windows e .Net com Java e outros produtos de código aberto. O local é uma forma de ilustrar para clientes da fabricante de Windows que os que eles quiserem desenvolver para rodar no Windows irá trabalhar em outros sistemas.