Archive for the ‘IaaS’ Category
BT anuncia o lançamento do Datacenter Virtual Privado
TI Inside
BT anuncia o lançamento do Datacenter Virtual Privado, a última atualização de seus serviços baseados “em nuvem”, que permite aos clientes a construção de nuvens privadas dedicadas, de modo a aprimorar a eficiência e responder às necessidades de mudança em seus negócios. O Datacenter Virtual Privado é um serviço de infraestrutura para datacenters, que oferece todas as vantagens dos serviços “em nuvem”, como maior flexibilidade e menores custos proporcionando ainda aos clientes uma solução que atenda às atuais exigências da empresa.
O Datacenter Virtual Privado complementa o serviço de Datacenter Virtual sob demanda da BT, e pode ser implementado no datacenter dos clientes ou hospedado em um dos datacenters em rede da BT. O novo serviço é ideal para clientes que desejam maior controle e responsabilidade mais direta em relação aos serviços baseados em nuvem e também para os que estejam interessados em introduzir um maior grau de inovação a seus sistemas e processos de negócio.
Esse novo serviço é particularmente interessante para os clientes que necessitam de uma arquitetura dedicada e privada para alcançar seus objetivos de negócio, beneficiando também os que buscam a atualizacão da infraestrutura de seus datacenters, preferindo utilizar seu próprio espaço. Os clientes contam com inúmeras opções de arquiteturas predefinidas e dimensionadas para atender as exigências presentes e futuras de seus negócios. Capacidades adicionais podem ser acrescentadas rapidamente, de forma modular, de acordo com a necessidade.
Neil Sutton, vice-presidente de portfólio global da BT Global Services, comenta que “esta é mais uma clara demonstração de nossa capacidade de inovação, de investimentos, e de compromisso com nossos clientes, no sentido de oferecer mais do que modismos, concentrando-nos em ofertas que propiciem benefícios tangíveis a seus negócios. No final do ano passado, a BT foi o primeiro provedor de serviços de TI em rede a responder às necessidades específicas de organizações lançando o Datacenter Virtual sob demanda em toda a Europa. É mais um passo no que toca a atender as complexas exigências de nossos clientes corporativos”.
O Datacenter Virtual Privado é uma solução que amplia o Datacenter Virtual sob demanda. Com o modelo, o cliente tem à sua disposição uma infraestrutura hospedada de datacenter e pode criar, implementar, monitorar e gerenciar seus próprios serviços sob demanda, por meio de um portal seguro de autosserviço. O Datacenter Virtual sob demanda da BT foi lançado no Reino Unido em junho de 2009 e depois na Alemanha, França, Itália, Benelux, Espanha, Irlanda e Brasil. No momento, o Datacenter Virtual Privado está disponível no Reino Unido e será lançado progressivamente nos demais países.
De acordo com a empresa, o Datacenter Virtual sob demanda é um exemplo real de Infraestrutura como Serviço (IaaS – Infrastructure as a Service), e permite aos clientes uma economia de até 40% em suas infraestruturas de TI, graças a um modelo de negócios em que o cliente paga apenas pelo que utiliza, e reduz de meses para dias o tempo necessário à implementação de uma nova infraestrutura de datacenter.
SaaS representa 70% da receita de cloud em 2010
InformationWeek EUA
Até 2015, a divisão irá ser 60% para a SaaS e 40% para a IaaS estema Analysys Mason
O modelo de software como serviço (Saas, da sigla em inglês) representou 70% da receita de softwares em nuvem em 2010, com o de infraestrutura como serviço (IaaS, também da sigla em inglês) ficando com os 30% restantes, de acordo com a Analysys Mason.
“A escala de implantações de aplicativos está crescendo; o aumento de milhares de acordos está se tornando comum. Administradores de TI estão pensando estrategicamente sobre o posicionamento da nuvem; empresas mais progressivas já estão pensando além sobre o que as suas operações de TI parecerão num mundo onde o serviço da nuvem cresce virtuosamente. Isso não era comum há um ano atrás”, disse Ben Pring, vice-presidente de pesquisas do Gartner.
Até 2015, a divisão será 60% para a SaaS e 40% para a IaaS, estima a pesquisa.
Provedores de solução, revendedores e outros agentes contarão como 39% da geração de rendimento do consumidor final até 2015, disse a Analysys Mason. Os aplicativos e fornecedores de TI ficarão com 36%; operadoras de TV a cabo, assim como operadores de telecomunicação fixa e móvel, é esperado que gerem 23% e provedores de serviços gerenciais arredondarão os 2% restantes, de acordo com a pesquisa da empresa.
“Esperamos que esta seja uma oportunidade significativa para os provedores atuais de TI para desenvolver suas correntes ofertas. – tais como terceirização, sistema de integração , desenvolvimento, etc – para se tornarem capacitores da nuvem e tentarem combinar o melhor dos dois mundos, os já tradicionais serviços de TI e a Computação em Nuvem”, disse Pring da Gartner .
Pequenas ou grandes, as empresas estão adotando a nuvem, um grande estimulo para a tecnologia, dizem os especialistas.
SaaS: TI precisa se adaptar às novas regras
Independentemente do porte do projeto, a TI precisa entender que mudanças acontecerão
A pesquisa da Forrester, conduzida por Liz Herbert, revela que além do SaaS, os CIOs demonstram interesse também por infraestrutura como serviço (IaaS), processos de negócio como serviço (BPaaS), plataforma como serviço (PaaS) e conhecimento como serviço (KaaS). É algo como o retorno do velho bureau de serviços a que as empresas recorriam antigamente para processar folhas de pagamento, por exemplo.
Os ciclos de negócio, citados no início da reportagem, trazem embutida a questão de como as empresas preferem armazenar seus dados, dentro ou fora dela. No passado, as informações passavam por um processo externo. Depois de alguns anos, as companhias entenderam que era melhor guardar em casa, por segurança. Já atualmente e com o advento da computação em nuvem, o dilema está de volta. Talvez por isto, segurança e riscos de migração figuram entre as principais preocupações dos executivos, o que também justifica a adoção deste formato apenas em casos não críticos.
Ainda assim, independentemente do porte do projeto, a TI precisa entender que mudanças acontecerão. “SaaS tem dado aos usuários corporativos novos papéis. Isto significa que a área deve trabalhar mais próxima das demais áreas e precisa se movimentar mais rapidamente para adaptar-se às necessidades do negócio; de outra forma, a empresa continuará trabalhando sem a TI [e, talvez, criando riscos]“, aconselha Liz.
Embora TI alinhada ao negócio seja uma expressão quase anciã de tanto que foi repetida, escrita, postada e profanada, ela não sai das rodas de discussão e sempre é mencionada por analistas. Apesar da mudança que aconteceu no perfil de muitos executivos, existem aqueles que, em uma avaliação, ainda deixam o lado técnico falar mais alto, dificultando a ponte de diálogo da tecnologia com os demais departamentos. “A TI não olha para as questões contábeis”, afirma Sérgio Alexandre Simões, sócio da PwC para a divisão Advisory Services – Technology. “Os termos são complicados, mas já vi projeto perdido porque seria melhor fazer um jogo contábil na proposta. Temos componentes financeiros para terceirização ou renovação. As empresas querem renovar e saber o quanto disto será aproveitado em planejamento fiscal. Os CIOs devem se adequar.”
Assim, o líder atual de TI precisa ser 80/20, sendo a primeira parte de conhecimento administrativo e o restante técnico. No cenário atual, além do dia a dia, com os temas relacionados à segurança e à disponibilidade, o diretor tem de incluir no escopo de habilidades os pontos contábeis. Apesar de novo para alguns, este conhecimento vai começar a fazer parte da rotina. Contudo, alertam os especialistas, não se trata apenas de entender as regras. O diretor de tecnologia terá de avaliar as novas ofertas sob a ótica contábil da empresa. E, no médio ou longo prazos, conviverão com um ambiente mais flexível no que se refere à compra de TI, onde as áreas de negócios buscarão suas ferramentas e também poderão ativá-las. Claro que, para isso, as companhias precisarão trabalhar, possivelmente, em uma nova política de compra exclusiva para TI.
“Hoje temos um direcionamento para investimento em tecnologia, tudo passa pelo comitê, mesmo que seja temporário, porque envolve segurança, integração, avaliação de vantagem e os departamentos não têm ferramentas necessárias para esta avaliação. Mas a tecnologia possui um nível diferenciado de evolução que acelera a adequação da política. Atualmente é assim, mas não sei se em algum tempo a contratação poderá ser feita via departamentos”, divaga Signorini, da Rodobens.
Para o gerente de TI da Intelbrás, Flávio Schoenell, o desafio de controlar a compra de TI é diário. “Mesmo sem SaaS”, avisa, para completar: “a TI cuida de um quebra-cabeça, se adicionar algo, tem de informar. Já fazemos um trabalho próximo das áreas de negócio para estarmos juntos na hora da necessidade.”
No entanto, ainda que a política contemplando uma nova maneira de comprar TI não esteja definida, é possível estabelecer o controle por meio de outras formas. Liu, da Deloitte, acredita que integração com login pode ser um meio efetivo, já que a TI continua tendo o controle e o gerenciamento dos aplicativos que rodam no sistema da empresa. “Além disto, a corporação pode restringir algumas URLs. É complicado, mas inevitável, cada vez mais serviços vão para a nuvem, tanto infraestrutura como software.”
E como profecia quase sempre se cumpre, não resta alternativa aos departamentos de TI senão adaptar-se aos novos tempos. Mais uma vez, buscar o conhecimento é essencial, assim como entender o que as áreas de negócio desejam e qual momento sua companhia vive. A flexibilidade do líder também auxilia muito, sobretudo quando todas essas modalidades explodirem no mercado brasileiro. As facilidades para contratação e uso certamente seduzirão seus usuários e você precisará estar na linha de frente para educá-los e mostrar o real valor do departamento de tecnologia, seja para ajudar na escolha da melhor plataforma, negociar o contrato mais positivo, entender a integração, discutir a segurança e, juntos, levarem o que há de melhor para o ambiente corporativo.
Microcity oferece nuvem entre US$ 60 e US$ 85
It Web
Segundo executivo, é possível embarcar as ferramentas de colaboração da Microsoft no ambiente de computação em nuvem
Durante o IT Forum+ 2010, o diretor-geral da Microcity, Luiz Nacif, apresentou a ferramenta iPoint. Segundo o executivo, é possível embarcar as ferramentas de colaboração da Microsoft no ambiente de computação em nuvem.
Os preços variam de US$ 60 a US$ 85, por usuário, conforme o pacote contratado.
Clique aqui e veja o vídeo:
Microcity compra empresa de serviços de TI
Reseller Web
Aquisição da Eclipse visa contribuir para a consolidação da empresa no mercado nacional de IaaS A Microcity, focada em outsourcing de infraestrutura de TI de LAN e desktops, anuncia a aquisição de 70% da Eclipse, especializada em serviços de suporte e manutenção de infraestrutura, serviços de missão crítica, network, migração de plataforma e bodyshop.
A compra representa a intenção da Microcity de se consolidar no mercado de IaaS (Infrastructure as a Service) e faz parte da meta da companhia de atingir, em cinco anos, o faturamento de R$ 500 milhões.
Em comunicado à imprensa, Luis Carlos Nacif, diretor geral da Microcity, afirma que a escolha pela Eclipse se deu por conta do know-how da empresa em serviços de TI em um modelo compatível com o da Microcity. Com sede em São Paulo e 16 anos de atuação em todo o território nacional, a Eclipse atende a grandes clientes como Siemens, HP/EDS, Lexmark, Tivit e CPM Braxis, por meio de mais de 300 funcionários.
A experiência da Eclipse no mercado paulista também será uma grande vantagem para a Microcity, já que o Estado é um dos principais focos comerciais da empresa. A partir da compra, a logística de serviços para atender o mercado local, antes concentrada em BH, será feita localmente, o que reduzirá os custos da Microcity em 20%.
A compra da empresa incorporará cerca de R$ 15 milhões ao faturamento da Microcity, que deve chegar a R$ 95 milhões em 2010. Para seguir o ritmo previsto de expansão, mais duas aquisições estão previstas para o próximo ano, nas áreas de Comunicação IP, segurança, e servidores de missão crítica.
Microsoft é ou não é 100% cloud?
InfoWorld/EUA
Na segunda parte da entrevista, Bob Muglia, diretor de produtos corporativos da empresa, aborda a mudança para o modelo de venda por assinatura.
Em entrevista concedida ao editor chefe de conteúdo corporativo do IDC, John Gallant e ao editor chefe da InfoWorld.com, Bob Muglia, responsável por comandar as estratégias da divisão de Servidores e de Ferramentas da Microsoft, revela as intenções da empresa nessa corrida rumo a computação em nuvem.
Nessa segunda parte da entrevista, Muglia aborda a mudança para o modelo de venda por assinatura, as relações com os parceiros de hospedagem e desenvolvimento e as mudanças que virão nos segmentos de mobilidade, plataformas colaborativas e business intelligence.
O COO Kevin Turner disse em julho que a liderança no cloud computing deve auxiliar a MS a melhorar a comercialização de produtos que rodam localmente. O que isso significa?
Bem, acho que ele quis dizer que, ao explicar para os clientes qual rumo a tecnologia deve tomar no futuro, eles têm maior confiança no que fazem atualmente. No processo de migração para a nuvem existe um caminho a ser seguido. A complexidade de grandes clientes, com milhares de aplicativos rodando, não permite um pulo imediato para o cloud computing. Eles podem começar movendo um ou outro aplicativo, mas nunca todos. Acredito que auxiliando os clientes na decisão do que mover, permitimos que foquem suas atividades principais de maneira concentrada.
O que você tem a dizer sobre os argumentos de quem afirma que a MS não é 100% cloud? A Muitos competidores se dizem completamente comprometidos com a nuvem.
Pode ser, mas eles não tem a vantagem de 20 anos de experiência com o universo corporativo ao qual me referia 20 minutos atrás. Nem os 15 anos de experiência em desenvolver serviços para consumidores eles têm. A MS é um conjunto de ferramentas e não apenas um martelo, que acha que “tudo são pregos”.
Essa concepção é errônea; não corresponde à realidade experimentada por nossos clientes. Eles vivem em um mundo heterogêneo. Atualmente não existe cliente que seja 100% nuvem. O fato de a MS poder servir com produtos locais e com soluções de cloud representa uma vantagem enorme. E, quer saber? Todos os nossos clientes entendem isso. Como resultado, estamos ganhando a corrida e arregimentando o maior número de clientes nesse segmento.
Acha que a aproximação da Microsoft em direção à nuvem é reticente?
Não. De jeito nenhum. Para ser franco, nossa organização está tão focada no assunto e desenvolve tantas soluções voltadas para esse ambiente, que na percepção dos clientes, a MS é líder por prover um conjunto de ferramentas ímpar. Acho que atualmente isso está bastante claro. Basta observar o que nossos serviços como o Exchange, o Azure e, no próximo ano o InTune fazem e os que ainda vamos fazer.
Durante o encontro de cúpula você se referiu à nuvem como se fosse uma forma de montanhismo. Algo excitante e arriscado ao mesmo tempo. Quais são os riscos?
O que torna a nuvem tão interessante é o fato de você rodar tudo sozinho. Somos responsáveis pela experiência que nossos clientes têm. Se nós tivermos um problema ele fica imediatamente evidente aos clientes. É absolutamente necessário estar seguro do que se faz e oferece. Para tal é requerido que se façam atualizações constantes; isso é realidade na vida de todos aqueles envoltos na manutenção de sistemas operacionais, essa vivência entre a preocupação e o terror.
Mas eu me referia à hospedagem e à forma que o modelo de negócios muda. A Microsoft embarcou nessa viagem com os dois pés e trabalha para dar conta do recado. Isso deverá impactar todo o ambiente e vai ser refletido em nossos parceiros de hospedagem a quem incentivo incessantemente a abraçar a ideia e a continuar nas melhorias de seus serviços.
Então, em uma perspectiva comercial, como a Microsoft está absorvendo essa mudança na forma de gerar renda em que sai de um modelo de vendas e passa para o modelo de assinaturas?
Primeiro é preciso enfatizar que a época de grandes receitas com venda de atualizações chegou ao fim, porque a maioria de nossos clientes compra anuidades para períodos prolongados. Agora temos de incentivar nossa carteira de clientes a se atualizarem. A MS enxerga uma vantagem enorme nesse modelo de assinatura por causa do ciclo de anuidades. Temos certeza absoluta de que a nuvem vai reduzir os custos operacionais do cliente.
Falando de homologações para o Azure, qual é o objetivo e quanto tempo esse projeto consome?
Antes de responder tenho de explicar o Azure. Pense bem, qual é o objetivo da ida até a nuvem? Nós aprendemos isso quando lançamos nossos primeiros aplicativos para essa plataforma. O MSN, por exemplo, foi posicionado na nuvem da mesma forma que qualquer outra empresa monta seu sistema interno. Usamos servidores padrão e práticas operacionais padronizadas também. À medida que esses serviços expandiram, tornou-se insustentável financeiramente manter os custos operacionais.
Assim que desenvolvemos o Bing, percebemos que teríamos de criar uma base sólida para apoiar o sistema. Ele necessita de centenas de milhares de servidores. Se tentássemos rodar esse serviço a partir de uma estrutura tradicional, seria inviável. A saída foi desenvolver um sistema proprietário, alimentado por uma infinidade de servidores de baixo custo, voltado exclusivamente ao apoio do Bing. E funciona. Mas é uma solução completamente exclusiva. Não podemos oferecer esse sistema aos nossos clientes nem aplicá-los por toda MS.
Então, para apoiar o Bing, usamos tecnologias pioneiras. Ao desenvolvermos o Azure pensamos da mesma maneira: sempre voltado à atividade principal das organizações. Com base no Azure, os aplicativos jamais pensam em máquinas virtuais. Para mim, isso é a representação ideal de PaaS (Platform as a Service – plataforma como serviços, em tradução livre do inglês). No modelo de infraestrutura como serviço, você gere máquinas virtuais e há vantagens em aplicar esse tipo de solução em larga escala. Não é ocaso do PaaS. Nele, você jamais pensa em máquinas virtuais, pois permanece com o foco voltado aos aplicativos. É isso que queremos atingir com o Azure. O conjunto de sistema e infraestrutura providenciam manutenção automática.
Ao verem esse tipo de solução, nossos clientes disseram adorar o conceito, mas também pediram uma maneira de rodar esse modelo a partir de seus data centers próprios. Provedores de hospedagem e de sistemas disseram a mesma coisa. Por esse motivo é que criamos as diretrizes do Azure. Para disponibilizar tudo que aprendemos e informar com que base de hardware você poderá oferecer os serviços em seus data centers.
Nesse momento, há muito mais clientes demandando por essas soluções que temos capacidade de atender. Então estamos realizando pilotos com quatro clientes de larga escala e aprendemos com eles o que esperam do sistema. Entre as lições estão como lidar com alertas, quais os níveis de visibilidade desses alertas e como a Microsoft pode se envolver nisso.
Você concorda em equiparar o Azure às soluções do tipo Data Center “pronto para levar”? Como algumas soluções Cisco, EMC, VMware etc.?
Estabelecer uma co-relação direta entre os dois não é muito justo. Se observar o que a VMware faz, por exemplo, vai notar que lhes falta a oferta de um serviços PaaS (Platforma as a service ou plataforma como serviço – em tradução livre do inglês) que o Azure tem. Para ser honesto, o Azure é bastante exclusivo nessa característica de poder servir como plataforma geral de serviços.
Então quer compará-lo ao CloudBurst e às transformações que a IBM fez na plataforma Java?
De onde você tirou isso? É claro que não. O que a IBM faz com o CloudBurst é resultado da ação de suas equipes de serviço para construir instalações específicas. Não é, diferente do que se pensa, uma plataforma única sendo implementada em uma ambiente próprio. A IBM não faz nada disso. O que ela (IBM) faz é simples. Trata-se de reembalar algo que já existe e disponibilizar na nuvem. Em minha concepção isso é exatamente o oposto ao que a cloud representa. Nuvem significa eliminar custos operacionais, e não aumentá-los. E aí eu volto a insistir em dizer que o Windows Azure é o único produto de cloud construído exclusivamente com a finalidade de ir para o ambiente da nuvem. No referente a provedores de PaaS, os únicos que posso citar sem temer são Google e Salesforce.com e estes têm um leque de linguagens ultra-estreito, possuem um portfólio de serviços limitados a determinados aplicativos. O Azure, não. Ele é abrangente; entende uma variedade de linguagens , como .NET, .PHP, Java, Ruby, e por aí vai.
Então tudo se resume a .NET?
Não. O Azure não é viciado em nenhuma linguagem. Os serviços podem ser construídos com base em qualquer uma delas. É lógico que, depois, nós desenvolvemos um conjunto de serviços que farão o transporte de rotinas para protocolos REST a fim de tornarem as soluções consumíveis por requisições em todos as linguagens. Mas, você está certo, nós disponibilizamos uma plataforma .NET, altamente sofisticada para quem deseja desenvolver soluções usando o ferramental da Microsoft.
Então, só para encerrarmos a conversa sobre o Azure e homologações, houve, em algum determinado ponto, uma resistência à oferta de nuvem pública que vocês superaram ao transformar o Azure em uma plataforma?
Certamente existe aquela parcela de clientes que prefere rodar o Azure por conta própria, em seus Data Centers próprios. É o caso de hosts, por exemplo. Por motivos óbvios, você não terá o poder de fogo composto por milhares de servidores, de que dispomos. Possivelmente, você terá de abria mão do recurso de geo-localização, também. Mas para alguns clientes não é isso que querem do sistema.
Mas esses recursos você pode providenciar de forma separada…
Sim, posso. E, quer saber, o que podemos fazer é incrementar o desempenho possibilitando ao cliente avançar no segmento que achar melhor.
De que forma você avalia o segmento de cloud interagindo com todos aqueles que desenvolvem produtos voltados para sistemas Microsoft? Acredita que no futuro poderão continuar a escrever aplicativos como o Exchange, SharePoint e Office?
Olha, a nuvem certamente irá dar continuidade a esses aplicativos. Mas quero chamar a atenção para o fato de existir vários novos aplicativos que podem ser criados e integrados. À medida que migramos alguns serviços para a nuvem, como acontece com o Exchange, a possibilidade de programadores escreverem aplicativos para esse sistema cresce. Isso, porque existem protocolos padrão disponíveis aos desenvolvedores. Assim, não é mais necessário desenvolver infraestruturas associadas para cada aplicativo comercial.
No caso de um usuário nosso rodar serviços Microsoft online, os serviços Exchange podem receber requisições oriundas de programas de gestão de contatos, por exemplo. Em essência o que quero dizer é: clientes ligados em servidores Microsoft, como Exchange, têm toda a liberdade de testar esse tipo de aplicativo a um custo de praticamente zero.
Que outras grandes mudanças a Microsoft prepara para clientes de empresas no que se refere à mobilidade, plataformas colaborativas e business intelligence (inteligência de mercado)?
Em termos de mobilidade observamos um volume crescente de dispositivos realizando conexões e trabalhamos para possibilitar essa comunicação. Também estamos bastante entusiasmados com o Windows Phone 7, lançado faz dois dias.
No referente à inteligência de mercado, acho que é um exemplo de oportunidade emergente no momento atual. Agora existe uma combinação de sistemas de informação comercial munidos de sensores atentos a o que acontece. Em uma viagem até a China vi que experimentam o monitoramento do uso de energia elétrica e enviam essas informações de volta para as empresas com muita informação agregada. A questão que se apresenta nessa hora é como podemos usar esse contingente de informações de forma a extrair-lhes o máximo de dados para explorá-los nas ações?
Nós da Microsoft acreditamos que o BI deva ser democratizado e posto à disposição de todos aqueles que trabalham com informação. Enquanto isso tem um monte de pessoas que desenvolve produtos altamente desenvolvidos e caríssimos. Como se não bastasse, o uso dessas ferramentas requer treinamento intensivo. A nossa ferramenta de BI tem nome: é Excel. É, primeiramente, uma ferramenta com a qual todos tem intimidade. E, em segundo lugar, ressalto que a versão do Excel implementada no pacote Office 2010 traz sensíveis melhoras e opções para pessoas conduzirem análises com dados comerciais. De agora em diante, o Excel poderá gerir volumes de informações consideráveis.
O que me deixa extremamente animado nessa era que atravessamos, é a velocidade com que as inovações acontecem e com que chagam ao mercado. No segmento de BI não é diferente. No final deste ano teremos uma convenção de SQL na qual será apresentado um conjunto de inovações sobre qual falaremos quando for a hora.
Você se interessa por NoSQL – apontado como solução para “grandes dados”?
Claro que sim. Vamos concordar em um ponto. O NoSQL é SQL, mas em uma forma diferente de lidar com os dados. A única provocação reside no nome, não é? NoSQL. As pessoas trabalham com conjuntos de dados não relacionados desde os primórdios, estou errado? Bases de dados em colunas, e flat files não são, definitivamente, algo novo.
Além disso, bases de dados relacionáveis não são um jeito esperto de analisar logs da web. Ninguém faz isso. O que se pode fazer é extrair dados e incluí-los em outros silos de informação. Mas isso é só um exemplo de uso de informações que não têm relação natural com o modelo relacional.
A nova versão do SQL traz um recurso que chamamos de StreamInsight. Ele foi desenvolvido com o propósito de realizar análises em tempo real com foco para o BI oriundo de bases não relacionáveis. Para ilustrar, o Bing, nosso buscador concorrente do Google, usa essas informações na hora de montar os anúncios.
Quando não se dispõe de qualquer informação sobre quem navega na web, a melhor coisa que se pode fazer é observar para que sites o internauta vai. No momento incorporamos esse tipo de análise em nossos produtos de alta performance. Assim, essa tecnologia fica disponível para todos os usuários de forma democrática.
O Cloud Computing no Brasil depende do Governo?
TI Inside
Não é novidade que o Brasil tem uma séria deficiência no estímulo a inovações e adoção de novas tecnologias. A política tributária, a mesma que nos deu estabilidade no momento da crise de 2008, é forte inibidora do empreendedorismo. Por conta disso, os impostos e a falta de investimento em infraestrutura transformaram a internet brasileira em vítima. E a consequência afeta toda uma cadeia de negócios e oportunidades, inclusive o Cloud Computing. No entanto, ainda assim, o cenário é otimista e promissor.
Temos como traçar um paralelo do número de domínios registrados no Brasil e Estados Unidos. Atualmente o Brasil possui algo em torno de 2 milhões de domínios registrados e ativos (Registro.br). Um único player norte-americano, a One&One, responde por 2,6 milhões de domínios (webhosting.info). Isto, naturalmente, é reflexo da penetração do acesso à internet domiciliar e profissional. No Brasil 17% da população tem acesso banda larga ADSL (IDC), enquanto que nos EUA chega a 60% com uma população 60% maior.
O mercado de shared hosting no Brasil está estimado em US$ 400 milhões com um crescimento de 20% ao ano e o mercado de outsourcing na América Latina fechou 2009 em torno de US$ 9 bilhões segundo o Gartner. No entanto, o grande efeito econômico efetivamente ocorrerá quando houver a adoção massiva da TI por micro e pequenas empresas, o que fomentará a demanda por novas soluções estimulando o círculo virtuoso extremamente benéfico para o país.
Portanto, com esta situação, quando falamos no ambiente corporativo, toda e qualquer tendência sofre restrições em volume e tempo de adoção. E não é diferente com o Cloud Computing.
Em 2008 o tema Cloud Computing começou a entrar nas pautas de reunião dos departamentos de tecnologia de grandes empresas. Em meados de 2009 e início de 2010, os profissionais de tecnologia começaram a enxergar o Cloud Computing como real solução para as demandas de infraestrutura (IaaS). Até então, as ofertas no mercado local restringiam-se a servidores virtuais estáticos e rígidos. Somente em 2010 efetivamente tem início o surgimento de soluções elásticas que atendam a demanda por capacidade computacional sob demanda, flexível e com recursos ajustáveis on the fly.
No Brasil, a Cloud Privada, aquela na qual monta-se uma nuvem para uso exclusivo de uma empresa, está na frente. Um case importante é a GLOBO, o 4o maior conglomerado de mídia no mundo, que adotou a plataforma cloud recentemente tornando-se case mundial conforme apresentado este ano no XEN Summit (Vide: http://www.slideshare.net/xen_com_mgr/xen-summit2010-globocom). Assim como ela, diversas grandes corporações têm optado por criar suas próprias nuvens.
Já no que diz respeito ao modelo de Cloud Pública no modelo IaaS (infrastructure as a service) com infra-estrutura no Brasil, aquela na qual uma estrutura em nuvem é compartilhada por diversos clientes, a adoção por parte do mercado tem sido relativamente lenta. Estima-se, conforme comunicado por algumas empresas no mercado, que haja aproximadamente 3.500 servidores em formato cloud ativos. O grande desafio é justamente acelerar o processo de adoção da tecnologia a partir do esclarecimento ao mercado. A iniciativa privada se incumbirá de assumir as melhores ações para difundir suas soluções.
No entanto, grande parte do resultado e potencial de crescimento depende efetivamente de maior demanda por soluções baseadas na internet. E quem dita essa demanda é a população digitalmente participante. Segundo um estudo de 2009 do Banco Mundial, a cada 10% de penetração de banda larga na população, ocorre o incremento de 1,38% no PIB per capta. Por este motivo, o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) promovido pelo governo brasileiro vêm gerando esperança e estímulo, pois ações como a tão desejada redução de impostos e intenso investimento em infraestrutura serão a força motriz que faltava para transformar a inata capacidade empreendedora e criativa do brasileiro em potencia mundial em tecnologia.
ACS lança nova geração de computação em nuvem
Ti Inside
A ACS anunciou a próxima geração de computação em nuvem, uma mistura de componentes de nuvens privadas e públicas para oferecer aos clientes o serviço com o segurança, confiança e compliance.
A ACS Entreprise Cloud é a infra-estrutura como serviço (IaaS), integrada ao ITIL-compliant ACS gement Platform em um ambiente de nuvem para vários clientes. O novo serviço oferece possibilidades em nuvem por meio de um modelo sob demanda para apoiar a rápida implementação de aplicativos de negócios padronizados.
Ken Stephens, Vice-Presidente Sênior de Estratégia Global e Service Management da ACS, afirmou que com esta solução os clientes se beneficiam da possibilidade de adquirir serviços em nuvem em um modelo flexível – com muitos ou poucos serviços de acordo com as demandas específicas de cada negócio.
Ele diz que com a solução Enterprise Cloud, a ACS pode ajudar os clientes a criar seus próprios caminhos para um ambiente seguro em cloud computing, sem gastos anteriores e com o controle de seus negócios. Este novo modelo de negócios está alinhado com o objetivo da Xerox e da ACS de oferecer ao mercado soluções que ajudem as empresas a manter o foco em suas operações fim.
Como calcular riscos no ambiente em nuvem?
Information Week
Identificar controles de segurança são tão necessários e quanto as garantias de transparência do fornecedor
Não passa um mês que a gente não escute falar em brechas, mídias perdidas, ameaças virtuais ou vazamento de registros. Alguns incidentes com perda de dados resultam em um pouco mais de problema de relações públicas, enquanto outros geram prejuízos que variam entre oito e nove dígitos. Até mesmo o maior no mundo das nuvens, o Google, abalou a mídia quando anunciou suas preocupações sobre os hackers, patrocinados pelo estado, que o atacou, junto a outras 30 empresas, no que ficou conhecido como Operação Aurora.
Os mais acadêmicos foram rápidos ao apontar que, se o Google, que é considerado por empregar as mentes mais brilhantes da indústria de TI, havia sido vítima desse ataque, quão seguros nossos dados poderiam estar, provavelmente, em qualquer lugar? O ponto é válido, embora potencialmente ilusório – a triste realidade é que poucas, senão nenhuma empresa pode, com sucesso, se defender de todos os ataques direcionados a elas.
Quando olhamos para os fornecedores de nuvem, a questão mais relevante é: Essa empresa já implementou, com sucesso, os controles de segurança necessários para gerenciar os riscos associados com nossos dados?
As decisões tomadas devem avaliar, honestamente, se esses controles estão atrás, a par ou a frente de seus próprios controles, porque, sejamos sinceros, todos nós sabemos que, em casa, os desafios de segurança de TI continuam sendo predominantes.
Precisamos também, ganhar visibilidade e avaliar uma grande variedade de pontos sobre os dados, incluindo os processos que asseguram a qualidade do fornecedor de nuvem, o acordo de nível de serviço, a saúde financeira e a dependência de outros fornecedores. E aqui está um dos maiores desafios: a maioria dos fornecedores de nuvem não tem “transparência” em seu vocabulário.
Enquanto escrevíamos esse relatório, conversamos uma dezena de fornecedores variando em termo de foco, anos de negócio, tamanho e transparência. De um lado, recebemos acesso a funcionários-chave, como o CEO da Egnyte e o diretor de segurança do Google Apps. Pelo outro lado, não conseguimos nem que a Amazon nos atendesse, muito menos compartilhar informações internas sobre o que eles estão fazendo – ou não estão – em questão de segurança. Ouvimos histórias semelhantes de clientes corporativos.
Quando se trata de nos fornecer visibilidade em suas áreas-chave de controle, o histórico e o tipo de fornecedor de nuvem desempenham um papel. Alguns fornecedores de software-como-serviço estão no mercado há anos (mesmo quando nem todos chamam seus serviços de SaaS), e os mais maduros são, ao menos, familiarizados com os questionários de auditoria de clientes.
Em contraste, a maioria dos fornecedores de plataforma-como-serviço são iniciantes e, com algumas exceções, não parecem muito preocupados com a transparência do negócio. Por fim, a tecnologia da virtualização, como a da VMware e da Citrix, trouxe uma mistura de fornecedores de infraestruturas-como-serviço (IaaS) para o jogo. As Rackspaces, Terremarks e SunGards do mundo vêm entregando serviços de hospedagem de TI há décadas, enquanto a Amazon e a GoGrid são fornecedoras novas de recursos de computação corporativa.
Não surpreende que a colocação clássica e o fornecimento de hospedagem que começou a abraçar os modelos IaaS estão, em geral, se movendo devagar, mas tem mais experiência com auditorias e estão mais confortáveis em oferecer transparência aos clientes. Os novatos, nem tanto. Se a transparência se tornar um ponto fundamental na hora da decisão – e acreditamos que deva se tornar – esses fornecedores que oferecem, prontamente, essa visibilidade, devem receber maior reconhecimento sobre aqueles que não oferecem. É muito simples, em 2010, transparência é um bom negócio.
“É uma área cheia de desafios, sem dúvidas, mas tentamos ser o mais aberto possível com nossos clientes sobre o que fazemos”, disse Eran Feigenbaum, diretor de segurança do Google Apps, quando perguntamos sobre os desafios que a empresa enfrenta com os clientes corporativos. “Não somos especialistas em todas as necessidades dos clientes, já que cada cliente tem um leque de necessidades diferentes. No entanto, se nossos clientes sabem quais controles eles precisam, certamente, iremos levá-los em consideração”.
O processo de consulta por cliente e mapas de controles geram uma questão interessante para os grandes fornecedores: se cada empresa-cliente apresentar um conjunto único de exigências ou demande um processo de auditoria específico, isso poderia sobrecarregar até o maior fornecedor. Por exemplo, se o Google diz que irá trazer centenas de novos Apps online, para os clientes corporativos, por dia. Mesmo que 1% desses clientes demandem uma auditoria personalizada ou um controle de segurança muito específico, o volume de pedidos ser impossível de gerenciar – até mesmo para o Google.
Mais além, identificar quais controles de segurança são necessários e ter a garantia que o provável fornecedor de nuvem os tem implementados são duas coisas completamente diferentes, e ai também encontramos um grande desafio: o que a TI deveria procurar, como se consegue essa informação e onde está o equilíbrio entre a transparência necessária para os clientes corporativos e a investigação que o fornecedor de nuvem pode aguentar?
Pesquisa: cloud representa grande oportunidade de investimento
InformationWeek EUA
Estudo da Sand Hill Group mostra crescimento de interesse em computação em nuvem nos próximos três anos
Uma pesquisa de mercado produzida para a companhia de capital de risco Sand Hill Group revela que cloud computing representa uma das maiores oportunidades de investimento no horizonte.
Na página de número 90 do relatório, Rangaswami e Kamesh Pemmaraju citam um CIO que afirmou que o gasto com computação em nuvem atingirá 40% do seu orçamento de TI nos próximos três anos e chegará a 70% em cinco anos.
Em entrevista, Rangaswami afirmou que o comentário partiu de um “CIO da maior companhia de software que entrevistamos.” Ele concordou, entretanto, que o gasto atual de TI nesta área “é baixo. 68% dos entrevistados disseram que utilizam entre 0% e 3% do orçamento.”
O estudo mostrou, entretanto, que, em três anos, 16% dos pesquisados gastarão 30%¨ou mais do budget em computação em nuvem; 8% aplicará entre 21% e 30% do orçamento; 22% gastará entre 11% e 20%; e 24% alocará entre 7% e 10%. Ou seja, mais de 80% dos participantes vão gastar 7% ou mais com cloud.
Baseado neste cenário, Rangaswami projeta que grandes companhias, que possuam entre 10 mil e 15 mil aplicações, consideram mover entre duas mil e três mil aplicações para a nuvem nos próximos três anos ou ainda obter esses programas na modalidade as a service.
As conclusões do relatório foram apresentadas no mês passado durante a Cloud Connect Conference. Na ocasião, Rangaswami questionou o VP de cloud da IBM, Ric Telford, sobre o que ele pensava. “Não tenho problema com esses números a menos que você inclua um alerta, um problema, e isso poderia estar atrelado a um dos cinco modelos de entrega.”
Software, infraestrutura e plataforma como serviço são os três modelos mais citados e utilizados quando o assunto é computação em nuvem. Telford, entretanto, não especificou os outros dois. Para analistas, no discurso, ele se referia às nuvens privadas e públicas. “Em cinco anos, diria que nem estaremos utilizando o termo cloud. Ele será uma norma. Será a forma como fazemos TI”, completou Telford.
Rangaswami explicou que o Sand Hill Group patrocinou o estudo que se baseou em 511 pesquisas feitas na internet e 40 entrevistas. Vinte e duas entrevistas foram com arquitetos de sistemas, vice-presidentes de TI ou CIOs em companhias de todos os tamanhos. A pesquisa quantitativa da web teve coordenação da McKinsey & Co e do TechWeb, companhia do mesmo grupo da InformationWeek EUA.
A economia mais fraca e a necessidade de corte de custo em TI surgem como os principais fatos que impulsionaram o mercado de cloud computing nos últimos dois anos. Mas o relatório aponta esses pilares como secundários para o avanço deste segmento. “49% das companhias estão indo para a nuvem por questões de agilidade, enquanto apenas 46% estão motivadas por eficiência em custo”, mostra o documento. A habilidade de produzir softwares que suportem um novo produto ou serviço parece ser um acelerador de cloud. Um desenvolvedor pode produzir versões interativas lançadas facilmente porque eles criam o sistema já no ambiente em que será utilizado. Além disso, eles dão escala sem trabalho adicional.
O chefe de arquitetura de uma companhia de petróleo afirmou ao estudo: “tenho visto alguns produtos onde os desenvolvedores conseguem produzir algo por meio da nuvem durante um final de semana. Eles fazem e apresentam aos seus chefes e os executivos se impressionam porque o desenvolvimento é feito em uma fração do tempo e com custo muito inferior à forma tradicional. A nuvem traz esse pacote de inovação para a companhia.”
Pemmaraju, que também participou da elaboração do relatório, afirma que “a inovação é um ingrediente chave. Vamos encontrar novas formas de ir ao mercado com novas aplicações. Trata-se de um grande facilitador.”
Mais que nunca, entretanto, a nuvem permanece como uma atrativa alternativa para reduzir custos. E os entrevistados não hesitaram em descrever a nuvem como “algo de magnitude mais barata em comparação com soluções tradicionais.”
Outra conclusão do relatório é que muitas companhias de pequeno e médio porte consideram a nuvem como algo mais seguro que suas próprias operações. A pesquisa e as entrevistavas indicam que pequenas empresas “sabem que não possuem segurança necessária em seus ambientes próprios. Elas consideram a segurança dos principais fornecedores de cloud como um meio muito melhor do que podiam esperar”, avisa Pemmaraju.