Saas – Software como Serviço

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Archive for the ‘SaaS’ Category

SAP apresenta nova linha HANA

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Por Decision Report

No primeiro dia de Fórum, que acontece essa semana em São Paulo, a SAP apresentou aos clientes, parceiros, analistas e imprensa as suas estratégias em termos de portfólio. Com o objetivo de se inserir no contexto de inovação, o foco da companhia se concentra em cinco pilares: aplicações, mobilidade, banco de dados e infraestrutura, computação em memória e cloud computing. O HANA será a base para todas essas soluções e promete ganhos de eficiência, produtividade, simplicidade na gestão e análise em tempo real.

Robert Enslin, presidente global de Operações da SAP, discursou para a platéia sobre a importância da inovação diante de complexos cenários de transformações mundiais. “O ritmo de mudança é muito rápido e sempre excedente. Precisamos nos adaptar para continuarmos competitivo e aproveitando as oportunidades de negócio”, aponta. “Para isso, o HANA será a base para proporcionar aos nossos clientes análises mais ágeis e em tempo real, pois trata-se de uma plataforma que suporta todas os nossos pilares de atuação, que será tudo em processamento em memória”, completa.

De acordo com, André Petroucic, VP de Vendas e Soluções da SAP Brasil, o grande volume de dados (Big Data) poderá ser analisado em tempo real. “Uma base de dados normal de 20 terabytes se transforma em um terabyte com o HANA. Isso significa processamento 3.600 vezes mais rápido com análise de 460 bilhões de registros em um segundo”, explica. Em média, o resultado das aplicações em memória proporciona 21% de aumento na receita. “Alguns clientes já possuem essa solução”, aponta Petroucic e também destacou a mobilidade como diferencial do portfólio HANA.

Eduardo Amorim, diretor de TI da AES Eletropaulo, dividiu o palco com o executivo discursando sobre a experiência da instituição em relação aos aparelhos coletores de leitura que, a partir de abril de 2012, contarão com sistema SAP para não só fazer a medição, mas também a impressão da nota fiscal e entrega imediata da nota fiscal na residência do cliente. “A idéia é encurtar o processo entre a leitura, medição, impressão e entrega da conta. Com isso, teremos maior interação com o cliente, redução de segunda via da nota, aumento da satisfação do cliente e ganhos operacionais. A mobilidade já é uma realidade para nós”, diz Amorim.

Já Greg Tomb, chefe de Vendas Globais de Cloud da SAP, destacou as estratégias da companhia em relação à computação na nuvem. Segundo ele, existem 6 mil funcionários trabalhando exclusivamente na área de cloud computing, mais de 10% da empresa focada nessas aplicações. “Nossas iniciativas são grandes, principalmente depois da aquisição da Success Factor, que ampliou nosso portfólio e ampliação de mercado. Foi por isso que gastamos mais de 3 bilhões de euros nessa compra. Muitos de vocês já são clientes SAP e hoje damos a opção de colocar suas aplicações na nuvem”, completa.

 

Escrito por Flavio Henrique

Março 14, 2012 em 3:35 pm

Qual é o próximo passo do ERP?

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Por Computer World

Tecnologia baseada na nuvem pode viabilizar benefícios para as companhias. Um deles é a eliminação da fronteira entre fornecedores e compradores de produtos.

Poucos sistemas são tão eficientes para a gestão empresarial do que o Enterprise Resource Planning (ERP). No entanto, hoje os negócios entre empresas formaram um novo cenário para o ERP quando o assunto é administração de informações externas e relacionamento com fornecedores. Para preencher essa lacuna, muitas organizações estão voltando os olhares para plataformas que possam ser facilmente acessadas e compartilhadas.

Se você conta com um ERP consolidado, já ouviu falar sobre a conexão com a nuvem. Há sistemas baseados na cloud, nuvens add-ons, widgets e processos em que é possível migrar a estrutura existente para a nuvem. E a razão para realizar essa mudança está-se tornando cada vez mais atraente.

O instituto de pesquisas Constellation concluiu que passar sistemas para provedores de terceiros pode permitir a implementação de produtos baseados em Software as a Service (SaaS) que turbinam o sistema legado.

Mas por onde começar? Um estudo recente direcionado para CIOs identificou algumas áreas em que a nuvem pode ajudar o ERP a ir além do tradicional. Essas áreas alavancam um modelo de rede que conecta múltiplos parceiros de negócios e automatiza processos compartilhados por empresas, especialmente compras e transações financeiras em vários sistemas. Organizações de todos os tamanhos estão adotando essa estratégia para agilizar os processos. A seguir, veja como isso é possível:

Investir em gestão. Sistemas de ERP permitem que as empresas emitam pedidos de compra, aprovações de rotas e geração de ordens. Mas eles se limitam a gerar uma ordem que deve ser encaminhada por meio de vários canais que estão desconectados e muitas vezes a partir de processos semimanuais como fax, e-mail e Electronic Data Interchange (EDI) [redes de intercâmbio eletrônico de dados].

Na computação em nuvem, serviços e tecnologias são entregues por meio da internet em tempo real. A infraestrutura de apoio é separada do ambiente de TI da companhia. O cliente envia para a nuvem os dados necessários para partilhar com parceiros e lá eles podem acessar e responder a esses dados.

Quando baseados em nuvem, aplicativos de gerenciamento de cadeia são integrados com sistemas de ERP. Nesse cenário, compradores e vendedores se beneficiam de uma rede robusta, que permite relações comerciais mais eficientes e colaboração em uma comunidade compartilhada, independentemente de qual sistemas back-end usa.

Aplicações financeiras. Sistemas de gestão empresarial se sobressaem na gestão de transações financeiras na organização. Mas o processamento de uma fatura envolve a colaboração entre compradores e vendedores. Soluções financeiras baseadas em nuvem podem suportar essa conectividade multiempresa e ainda a colaboração, permitindo que companhia possa gerir melhor o processo de liquidação eletrônica e possibilitar aos fornecedores, por exemplo, a conversão de ordens de compra, baseadas em papel, em faturas eletrônicas. Com isso, permite, por exemplo, descontos em casos de pagamentos antecipados.

Aplicações na nuvem também podem viabilizar colaboração entre fornecedores, compradores e instituições financeiras necessárias para melhor gerenciar contas a pagar, dias em aberto para pagar, enquanto oferece opções de contas a receber que garantam a saúde financeira do fornecedor e do comprador.

Gestão da demanda. Sistemas ERP podem conectar-se ao comprador e ao vendedor para transmitir uma ordem de compra. Mas eles não se conectam entre compradores e vendedores diretamente. Isso está sendo feito na nuvem com soluções que permitem o encontro entre compradores e vendedores.

O serviço, parecido com o que é oferecido pelo Match.com, conecta vendedores com compradores em ciclos de compra de ativos com necessidades específicas. Essa ação gera resultados positivos. Compradores e vendedores consomem menos tempo para encontrar um ao outro, negociar e fazer transações. É possível ainda diminuir a sobrecarga dos compradores e aumentar os lucros dos vendedores em cerca de 20% a 30% ao ano.

Gerenciamento de ordem de compra. Em certas áreas, o ERP efetua o gerenciamento de pedidos e executa essa tarefa muito bem. Em outras, as empresas estão completando os seus esforços com aplicativos baseados em nuvem. Entre eles, serviços de procurement que efetuam a interação entre o comprador e o vendedor. Essas interações são mais adequadas para aplicativos baseados em nuvem que são compartilhados por parceiros comerciais e podem facilitar a colaboração de um pedido, contra-proposta e aceitação.

Escrito por Flavio Henrique

Agosto 17, 2011 em 9:08 pm

Saas: complementos para aplicativos são tendência

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Por: Computer World

Start-up lança ferramenta para aprimorar processos na plataforma de CRM da Salesforce e representa movimento no mercado.

O crescimento e a popularidade da Salesforce no mercado são inegáveis, mas a plataforma de software como serviço (SaaS) da empresa está longe de ser uma unanimidade.

Entre as críticas que a empresa recebe, destacam-se a da startup norte-americana Active Endpoints. O CEO da companhia, Mark Taber, diz que o CRM se tornou um monstro nas empresas. “Os times de vendas têm muita dificuldade na adoção”, afirma.

Taber diz que não há nada mais frustrante para um gerente de vendas do que ter uma visão clara sobre como conquistar um negócio específico, mas não contar com representantes que possam seguir com o plano de forma consistente e precisa.

Claro que essa enxurrada de críticas não vem sem interesses. A empresa lançou recentemente a ferramenta Cloud Extend, que se propõe a ajudar os gerentes de vendas ou outros especialistas a melhorar a experiência de interação com seus representantes sem envolver desenvolvedores.

De acordo com os criadores da ferramenta, os gerentes podem criar guias interativos explicativos para direcionar o usuário por um cenário típico, como a forma de realizar uma chamada para um comprador em potencial, por exemplo.

Taber explica que as guias não foram criadas para serem rígidas, uma vez que elas podem fornecer diferentes caminhos, dependendo das respostas dadas a uma série de perguntas que o guia apresenta. A ferramenta é acessada por meio da interface da Salesforce.com, mantendo o usuário bem envolvido sobre o contexto das tarefas que está realizando.

A ferramenta ainda precisa ser testada no mercado e carece de casos de sucesso que comprovem sua eficiência, mas já aponta uma tendência importante no mercado de SaaS: desenvolvimento de ferramentas paralelas para aprimorar funcionalidades de aplicativos com recursos muito genéricos.

A própria Active Endpoitns já possui um caminho de evolução que inclui o lançamento de aplicativos para outras ferramentas SaaS do mercado, como Workday (gestão de recursos humanos) e NetSuite (processos de negócios), embora os planos não tenham sido revelados. A empresa também tem planos de formar alianças com fornecedores independentes de software.

De acordo com o analista da Forrester Research, Stefan Ried, o surgimento de aplicativos do tipo é interessante na medida em que preenche lacunas. “Alguns fornecedores de softwares de gestão de processos de negócios, como a Active Endpoints, foram rápidos em perceber que alguns usuários sentem-se pressionados com a explosão de ferramentas de grande porte e precisam de algo que eles possam usar com mais facilidade”, avalia.

Escrito por Flavio Henrique

Maio 14, 2011 em 6:49 pm

Locaweb cria oferta de hospedagem de sites em cloud

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Serviço seria alternativa para clientes de hospedagem compartilhada que precisam de alta disponibilidade e desempenho e para usuários de servidores dedicados

A Locaweb, empresa de serviços de hospedagem, anunciou serviço para a hospedagem de sites em uma plataforma de computação em nuvem, na modalidade de plataforma como serviço (PaaS).

A oferta inclui uma infraestrutura gerenciada, com atualizações de sistema operacional e de segurança, aplicativos pré-instalados, suporte às linguagens de programação mais usadas e armazenamento de dados isolados. A Locaweb diz garantir, ainda, disponibilidade de 99,9%, amparada por um sistema automático de prevenção de falhas e realização de servidores na nuvem.

Segundo o CEO da Locaweb, Gilberto Mautner, o serviço é uma evolução da hospedagem simples mais tradicional. “Antes, os provedores puniam os sites de sucesso em ambiente compartilhado, pois eles afetavam o desempenho de todos os demais sites no mesmo servidor. Com a oferta de compartilhamento em nuvem, o cliente ganha flexibilidade e desempenho sem os altos custos do servidor dedicado”, afirma.

Custando a partir de 249 reais por mês, os clientes podem fazer upgrade dos planos de acordo com o aumento de demanda. Via painel de controle, os usuários poderão alterar capacidade de processamento, espaço em disco, uso de memória e transferência de dados.

O serviço está disponível a partir de amanhã, 6 de maio.

Dropbox: exemplo de que armazenar dados na nuvem requer cuidados

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InfoWorld/EUA

Programas rudimentares de partilha de conteúdo revelam cuidados que desenvolvedores de aplicativos para cloud computing estão negligenciando.

Mês a mês, impulsionado pela consumerização, cresce o uso do Dropbox, aplicativo que permite a partilha e o armazenamento virtuais de conteúdo entre PCs rodando o Windows, MACs, sistemas Linux, toda a sorte de tablets e uma miríade de smartphones. Ao instalar o programa, os usuários têm a possibilidade de manter um diretório local em constante sincronização com o disco virtual e outros diretórios Dropbox sediados em máquinas de conhecidos.

A solução é, e fato, rápida, de simples utilização. Ainda assim, um fato sobre esse aplicativo simplesmente rouba-me o sono.

A informação foi divulgada pelo blogueiro de segurança Derek Newton, esse final de semana. Para entender a dimensão do problema revelado por Newton, vamos analisar de que forma funciona o Dropbox.

Cada vez que um usuário instala o programa, deve definir um diretório e sua respectiva senha de acesso. A partir daí, o conteúdo desse diretório será exibido na pasta virtual. Dentro da pasta, os arquivos são criptografados, as cópias locais, porém, permanecem no formato original.

Para ilustrar o que acontece, é necessário que um segundo usuário instale o Dropbox em seu PC, seguindo o mesmo processo: definição de diretório local e criação de senha.

Cada vez que o PC é ligado, ocorre uma verificação entre os contingentes de arquivos locais e os armazenados na pasta virtual. Caso haja alteração, é executada uma nova sincronização de conteúdos.

Alterar a senha é bastante descomplicado. Basta acessar o link da conta, exibido no canto superior direito. Mas é aí que tudo toma um rumo bastante estranho.

Se o usuário alterar a senha de acesso, não precisa executar essa alteração na máquina local, e, sim, e somente,  quando instalar o Dropbox em outro PC e pretender acessar os mesmos arquivos localizados na pasta virtual.

Ao ligar o computador, o Dropbox não pede nenhuma senha ou confere se o arquivo config.db (na verdade, uma mini base de dados SQL) foi gerado nessa máquina. Simplesmente lê uma chave chave de host_id e inicia a sincronização.

Assim que uma instalação do Dropbox, em outra máquina, informa a senha correta, o aplicativo adiciona essa máquina à lista de computadores autorizados a acessar a pasta virtual correspondente. Ocorre que tal relação não é atualizada quando o PC entra na pasta armazenada na nuvem.

Ou seja: para acessar a pasta virtual de outra pessoa, basta obter uma cópia do arquivo config.db e inlcuí-lo na pasta de instalação do Dropbox local para fazer-se passar por outro usuário.

Pode não ser um caso horripilante de falta de segurança. Ainda assim, ilustra a leviandade com que são desenvolvidos aplicativos para a nuvem – nesse caso, a sincronização de dados sem requerer senhas. Tal comportamento, faz dos produtos disponíveis uma porta de entrada para cibercriminosos de toda sorte.

Os defensores da Dropbox afirmam que, se alguém for se dar ao trabalho de invadir uma máquina alheia, não será para roubar-lhe o arquivo config.db, e, sim, para operações mais sérias.

Por parte dos críticos de tal falta de segurança do Dropbox, os argumentos da ausência de recursos que comprovem o pedigree do arquivo config.db e da não solicitação de senhas ao acessar as pastas, são os mais ouvidos.

E eles estão certos nisso. É óbvio que o Dropbox deveria proteger seus consumidores.

Percebemos dois pontos fundamentais nessa questão:

Primeiramente, cabe aos desenvolvedores compor para plataformas de cloud computing os mesmos mecanismos de segurança  habitualmente desenvolvidos para sistemas tradicionais. Isso fará das operações em ambiente de computação em nuvem um trabalho menos conveniente, mas é um remédio.

Em segundo lugar, é necessário erradicar o costume de armazenar dados não criptografados na nuvem. Não interessa de que maneira sejam fragmentados.

Escrito por Flavio Henrique

Abril 15, 2011 em 9:35 pm

Distribuidora Saas traz back up na nuvem para o Brasil

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Resseler Web

Empresa fecha parceria com Mozy e prepara o avanço no mercado de PMEs por meio de seus 700 canais
A Distribuidora Saas, especializada em software como serviço, começa, ainda em abril, a comercializar com seus canais a solução de back up na nuvem da Mozy. Os primeiros contatos para demonstração foram feitos nas últimas semanas e a aceitação tem sido boa, na avaliação do diretor-geral da empresa, Marcos Chiavone. “As facilidades de instalação e o custo baixo têm agradado e esperamos que o sucesso seja igual ao conseguido no resto do mundo”, diz.

A Mozy tem 1,5 milhão de usuários e mais de 70 mil empresas clientes. Números que podem ser ainda maiores devido aos contratos não quantificados de OEM com outras empresas de segurança, provedores e operadoras de telefonia que fornecem a solução como um serviço. A marca faz parte do portfólio atual da EMC e é bem conceituada entre os fornecedores do novo mundo da cloud computing.

O foco da Distribuidora Saas no Brasil será usar 700 revendas para fortalecer o posicionamento dessa solução de back up nas pequenas e médias empresas. A estratégia tem garantido o sucesso da Mozy no mundo. “Em qualquer país onde estão presentes, essas companhias representam pelo menos 90% do mercado”, comenta o diretor de desenvolvimento de negócio da Mozy, Richard Hales.

A solução consiste de um software simples, que pode ser configurado em poucos passos. Após a instalação, ele cuida de fazer back up dos dados importantes dos usuários. A grande vantagem é que ele não sobrecarrega a infraestrutura de TI das empresas. Os dados são remetidos para a nuvem de 70 petabytes de armazenamento da Mozy, dispersa em data centers ao redor do mundo. A informação é criptografada e a inteligência do software cuida de reduzir, descartar duplicações e compactar os arquivos para que não haja consumo de banda. Há histórico recuperável de alterações e a recuperação é feita instantaneamente.

Escrito por Flavio Henrique

Abril 15, 2011 em 9:14 pm

Como a Microsoft caminha na ‘nuvem’

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Valor

Nuvens no horizonte costumam ser sinal de tempestade, mas a Microsoft não tem nenhuma intenção de afastar as que estão no seu caminho. Ao contrário, seus executivos parecem loucos para entrar na chuva. O temporal, no caso, é o da computação em nuvem – o modelo pelo qual os softwares são acessados via internet e cobrados como se fossem um serviço, na forma de um aluguel mensal.

O formato, que vem mudando rapidamente a maneira como empresas e pessoas armazenam e consultam dados, representa uma enorme pressão para Microsoft e seu modelo de negócio, baseado na venda de licenças e na instalação dos programas nas máquinas dos usuários.

Por isso mesmo, a companhia americana está se empenhando tanto em acompanhar a tendência. Em um ano, desde que lançou no Brasil sua primeira iniciativa em nuvem para empresas, a Microsoft conquistou mil clientes comerciais (todos pagantes, portanto), o equivalente a mais de 100 mil usuários no país. Na relação, estão grandes grupos, como Camargo Corrêa e Gol.

A iniciativa, conhecida pela sigla em inglês BPOS (Business Productivity Online Suite), não significa que a Microsoft tenha abandonado seu modelo tradicional. No segundo trimestre do ano fiscal 2011, encerrado em dezembro, a companhia obteve receita recorde no período, de US$ 19,95 bilhões, com lucro líquido de US$ 6,63 bilhões. Quase tudo isso veio do sistema de licenciamento. Mas a nuvem – e o BPOS em particular – é mais do que simplesmente um produto adicional. “Este é o momento mais importante para a Microsoft nos últimos anos”, diz Eduardo Campos Oliveira, gerente-geral da área de produtividade da companhia no Brasil.

Com o BPOS, os clientes podem usar sistemas como correio eletrônico na nuvem a US$ 5 mensais por usuário. Pelo dobro desse valor, estão incluídos outros produtos empresariais. As vantagens para quem usa são evidentes. “Em curto prazo, a economia com e-mail é de 10% a 15% [em comparação com o modelo tradicional de licenciamento]“, diz Marcos Caldas, diretor de tecnologia da informação (TI) da Gol. “A vantagem é ainda maior no médio e longo prazos.”

A economia não se deve apenas ao modelo de micropagamento, que dilui o custo da licença. As empresas também não precisam investir em equipamentos adicionais para dar conta dos programas. E pagam pela capacidade utilizada, o que permite ajustar a infraestrutura de TI à demanda.

A Startup Zetcks, empresa responsável pela venda dos ingressos para os shows do Rock in Rio, aderiu ao modelo. Com o Windows Azure, outra iniciativa da Microsoft na nuvem que está completando um ano no país, a companhia pode vender mais ou menos ingressos on-line, de acordo com o interesse do público, sem ter de desembolsar dinheiro para adquirir uma infraestrutura que, após os shows, poderia ficar ociosa.

A despeito das vantagens para os clientes, os serviços em nuvem requerem ajustes nos negócios da Microsoft. A margem de lucro é menor, reconhece Campos. Em contrapartida, a companhia passa a ter uma fonte de receita recorrente e mensal.

Como a rota é irreversível, o reforço está a caminho. Depois do BPOS, a Microsoft já colocou na nuvem outros programas, como o CRM, para relacionamento das empresas com seus clientes, e prepara-se para lançar o Office 365, o que deverá ser sua iniciativa mais ambiciosa na nuvem até agora. A proposta é somar o pacote Office, que reúne programas muito populares, como Word e Excel, aos que já existem no BPOS.

Ao lado do sistema Windows, o Office é a principal fonte de receita da Microsoft – daí a importância de que o lançamento seja bem-sucedido. Por enquanto, o Office 365 está em versão de teste, disponível apenas nos Estados Unidos. A previsão é de que o serviço desembarque no Brasil em um ano.

Se conseguir domar a nuvem, a Microsoft poderá contra-atacar vários adversários ao mesmo tempo, da pirataria aos programas gratuitos de rivais como o Google. Cerca de 80% das equipes de desenvolvimento já estão orientadas à nuvem, diz Oliveira. Na Microsoft, a dança da chuva está só no começo.

Microsoft anuncia versão de Dynamics ERP na nuvem

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Versão 2012 da suíte de gestão empresarial da companhia será compatível com plataforma de cloud computing Azure.

Em uma de suas principais iniciativas na direção da computação em nuvem, a Microsoft anunciou nesta segunda-feira (11/4), em uma conferência sobre convergência, o lançamento de sua suíte de gestão empresarial Dynamics ERP para a plataforma Azure.

De acordo com declarações oficiais, a ideia ao entregar as próximas versões do Dynamics compatíveis com Azure é permitir que as empresas façam a mudança para cloud computing no próprio ritmo, de acordo com seu planejamento específico.

A Microsoft também anunciou que planeja discutir com parceiros como lucrar com um modelo de implantação do Dynamics na nuvem. Uma possibilidade é que os parceiros possam vender aplicações, serviços e incrementos verticais para seus clientes.

A companhia aproveitou para mostrar uma prévia do Dynamics AX 2012, cuja versão beta deve chegar ainda em abril. A principal novidade, segundo a Microsoft, é uma série de modelos que formam uma biblioteca de processos de negócios, refletindo situações do mundo-real.

O CEO da Microsoft, Steve Ballmer e o vice-presidente para soluções corporativas da Microsoft, Kirill Tatarinov, farão mais tarde uma apresentação no congresso para explicar e detalhar as iniciativas.

 

Escrito por Flavio Henrique

Abril 13, 2011 em 2:37 am

IEEE vai desenvolver normas para integração na nuvem

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Computerworld-PT

Como parte do projeto, a organização constituiu dois grupos de trabalho que vão se dedicar ao desenvolvimento de padrões de integração e de gestão da cloud.

O Institute of Electrical and Electronics Engineers (IEEE), organização gestora de normas tecnológicas, decidiu se envolver no mundo da nuvem e deverá iniciar dois projetos de desenvolvimento de padrões relacionados à integração entre diferentes plataformas.

De acordo com o IEEE, o estado atual do cloud computing é comparável ao surgimento da internet. A nuvem está preparada para um crescimento explosivo, mas “sem uma estrutura flexível, comum para a interoperabilidade, a inovação pode ser freada, produzindo um ecossistema estruturado em silos”, adverte a organização em comunicado.

Como parte do projeto, o IEEE constituiu dois grupos de trabalho, chamados P2301 e P2302, que vão se voltar a diferentes áreas. O P2301 se dedicará à normalização das plataformas de cloud computing e de gestão, utilizando uma série de formatos e interfaces.

Já o P2302 vai focar na integração entre plataformas. Esse grupo deverá, por exemplo, trabalhar nos padrões de gateways, capazes de lidar com a troca de dados entre as plataformas de cloud computing.

Em geral, as normas na área de cloud computing serão extremamente positivas por permitir às empresas a utilização de cloud computing de forma mais eficaz e com maior confiança, considera David Bradshaw, gestor de pesquisa em SaaS e serviços em cloud computing da consultoria IDC.

No entanto, como a nuvem está em fase inicial, há também o risco de que a definição de como ela deve funcionar ter um efeito oposto e frear a inovação, segundo Bradshaw. Uma série de organizações trabalha para estabelecer normas para a cloud e até a Comissão Europeia se envolveu.

Para o gestor, a necessidade de normalização é mais urgente na área da Platform as a Service (PaaS). “Isso porque ela permitirá às empresas mover volumes de trabalho de um prestador de serviços de cloud computing de uma plataforma para outra”, explica.

O IEEE Cloud Computing Initiative é presidido por Steve Diamond, da EMC, e os grupos de trabalho são liderador por David Bernstein, diretor-gerente da consultoria Cloud Strategy Partners.

 

Totvs oferece software como serviço sem mensalidade fixa

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Computerworld

Companhia criou o modelo iSaaS que cobra os clientes de acordo com o crescimento dos negócios e não pela quantidade de usuários que acessa os aplicativos.
Os empresários vão poder contratar software para suas operações de acordo com o crescimento de seus negócios. A modalidade começou a ser praticada pela fornecedora nacional de sistema de gestão empresarial (ERP) Totvs, que acaba de lançar a oferta de software como serviço inteligente (iSaaS) para a aquisição de toda a sua linha de produtos.

Para implantar esse sistema de cobrança, a Totvs seguirá métricas que projetam o crescimento da operação de seus clientes por verticais de mercado. Com informações baseadas no comportamento dos negócios do usuário do ano anterior, a fornecedora faz uma oferta. O cliente pagará conforme o aumento de seus lucros. Em caso, de queda de receita, o valor do serviço também cai.

O diretor de software da Totvs, Gilsinei Hansen, considera que esse sistema é mais vantajoso que o tradicional de Software como Serviço (SaaS), que cobra mensalidade pelo número de usuários ativos, isto é, pelo pico de demanda.

Na avaliação de Hansen, o formato SaaS não é muito inteligente. Ele dá o exemplo de um contrato para acesso a um ERP por SaaS em que é cobrado uma mensalidade pelo número de pessoas cadastradas. Já pelo iSaas, a cobrança não é calculada pela quantidade de usuários. O formato é baseado no conceito de utility, em que as empresas realmente pagam pelo que consomem, como acontece com os serviços de água é energia elétrica.

Pelo modelo iSaaS, os clientes não têm restrição de acesso aos aplicativos. O número de usuários ativos nas soluções da fornecedora pode flutuar acompanhando a demanda e suportando o crescimento da da operação da empresa. O valor cobrado não é proporcionalmente fixo.

Com esse benefício, o executivo da Totvs diz que o modelo iSaas tem-se mostrado atrativo é já conquistou 2 mil dos 26 milhões da base de clientes. A empresa vai continuar com a oferta de SaaS tradicional, criada há cinco anos, mas espera que aumente a procura pelo novo modelo. Entretanto, Hansen diz que a migração será por meio de um processo de adesão.

Escrito por Flavio Henrique

Abril 5, 2011 em 10:03 pm

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