Archive for the ‘Virtualização’ Category
HP lança inovações em rede para virtualização e cloud
Decision Report
A HP apresentou uma série de melhorias em sua arquitetura HP FlexNetwork, com o objetivo de otimizar o desempenho de ambientes virtualizados e em nuvem, simplificando o gerenciamento e a complexidade de rede. A fim de aumentar a entrega de aplicações e serviços por meio da virtualização e computação em nuvem, a HP aprimorou a conectividade, comutação, gerenciamento, segurança e serviços de servidores da arquitetura HP FlexNetwork, com sua abordagem de rede unificada nos data centers, campi e filiais.
O objetivo é mostrar às organizações que manter uma infraestrutura de rede com múltiplas camadas cria um lock-in que eleva os custos e a complexidade de gerenciamento. Logo, a implantação de novas aplicações e serviços torna se um processo difícil e lento, reduzindo a produtividade geral.
Com base na arquitetura HP FlexNetwork, as soluções HP FlexFabric para data centers incluem o HP Virtual Connect e switchs HP das séries 5800 e 12500. Essas soluções eliminam camadas de rede desnecessárias e gargalos dispendiosos com uma rede de um nível que fornece conexões diretas com milhares de componentes virtuais, físicos e de armazenamento. Fornece aos clientes melhor desempenho das máquinas virtuais (MV) e maior desempenho de aplicação com o novo HP 5830 top-of-rack switch series, que possui conectividade de acesso ao servidor de alta densidade.
Já o HP Virtual Connect, o primeiro a utilizar a tecnologia wire-once no mundo, revolucionou a maneira como servidores e MVs são conectados a redes, eliminando 95% dos cabos de rede e reduzindo custos em até 65%. Tendo sido adotado rapidamente desde a sua introdução em 2007, o Virtual Connect passou recentemente a marca de 5 milhões de portas, e é responsável por 16,2% de todas as portas de 10Gb entregues em todos o mundo.
O HP Intelligent Management Center (IMC 5.1) é a primeira plataforma de gerenciamento de rede que pode lidar tanto com ambientes virtuais como ambientes físicos em redes heterogêneas. Ele descobre automaticamente as MVs e os interruptores, e identifica sua relação com a rede física, permitindo que os clientes simplifiquem a administração e tenham o controle de seus ativos.
GlobalWeb vai explorar nuvem no País com data center dos EUA
aumento da demanda pelo outsourcing de TI no Brasil estimulou a empresa nacional GlobalWeb a buscar um parceiro estratégico de infraestutura fora do País para compor sua oferta de serviços. A companhia acaba de fechar um acordo com o data center norte-americano CoreSite para ser mais competitiva, principalmente na venda de soluções em nuvem.
Sediado em Denver no Estado de Colorado, o CoreSite está entre os maiores provedores de infraestrutura mundial e conta atualmente com 11 data centers espalhados pelos Estados Unidos, que atendem a aproximadamente 600 clientes. Segundo o presidente da GlobalWeb, Cláudio Pecorari, o acordo vai permitir oferecer com exclusividade às empresas brasileiras uma plataforma completa de serviços de outsourcing de TI no Brasil e outras regiões da América Latina.
“Vamos oferecer infraestrutura com padrão de segurança auditado no padrão Tier 4 com estratégia bastante agressiva para nos tornarmos referência no mercado brasileiro”, afirma o presidente da GlobalWeb, que iniciou operação no Brasil em outubro do ano passado, disputando clientela com outsourcing de TI, ofertas em nuvem e consultoria. Hoje, a companhia atua com um time de aproximadamente 600 pessoas, sendo que 450 são funcionários alocados em clientes.
A maior aposta da GlobalWeb com a parceria são os serviços de cloud computing. A empresa venderá pelo seu portal soluções de infraestrutura e aplicações. O provedor desenvolveu um canal de comercialização com cerca de 150 parceiros de negócios e já certificou 30 produtoras de software, como sistemas de gestão empresarial (ERP) da brasileira Benner Sistemas.
“Nosso objetivo é oferecer soluções de cloud computing verticalizadas, com oferta completa”, diz Percorari. Ele menciona como exemplo um pacote de serviços incluindo infraestrutura e software para atender aos segmentos da economia como os de saúde e agribusiness.
Além de ofertas diferenciadas, o presidente da GlobalWeb promete preços 20% a 30% mais competitivos que os concorrentes para se destacar no mercado. Ele observa que o mercado brasileiro tem grande potencial para venda de serviços em nuvem e que muitas empresas estão buscando provedores do exterior para reduzir custos.
“Apostamos no cloud computing para grandes empresas sem fronteiras. O importante é baixar custos, agilizar a entrega dos serviços e garantir a segurança dos dados full time”, acrescenta a sócia majoritária da GlobalWeb, Cristina Boner, afirmando que a companhia escolheu a CoreSite para prover infraestrutura globalmente e assegurar os menores custos do mercado.
Locaweb cria oferta de hospedagem de sites em cloud
Serviço seria alternativa para clientes de hospedagem compartilhada que precisam de alta disponibilidade e desempenho e para usuários de servidores dedicados
A Locaweb, empresa de serviços de hospedagem, anunciou serviço para a hospedagem de sites em uma plataforma de computação em nuvem, na modalidade de plataforma como serviço (PaaS).
A oferta inclui uma infraestrutura gerenciada, com atualizações de sistema operacional e de segurança, aplicativos pré-instalados, suporte às linguagens de programação mais usadas e armazenamento de dados isolados. A Locaweb diz garantir, ainda, disponibilidade de 99,9%, amparada por um sistema automático de prevenção de falhas e realização de servidores na nuvem.
Segundo o CEO da Locaweb, Gilberto Mautner, o serviço é uma evolução da hospedagem simples mais tradicional. “Antes, os provedores puniam os sites de sucesso em ambiente compartilhado, pois eles afetavam o desempenho de todos os demais sites no mesmo servidor. Com a oferta de compartilhamento em nuvem, o cliente ganha flexibilidade e desempenho sem os altos custos do servidor dedicado”, afirma.
Custando a partir de 249 reais por mês, os clientes podem fazer upgrade dos planos de acordo com o aumento de demanda. Via painel de controle, os usuários poderão alterar capacidade de processamento, espaço em disco, uso de memória e transferência de dados.
O serviço está disponível a partir de amanhã, 6 de maio.
Inovações da Symantec prometem acelerar adoção de cloud
Novas tecnologias de backup para reforçar a proteção de aplicações críticas no ambiente virtual podem impulsionar aceitação do conceito.
A segurança é um dos principais obstáculos para que as empresas levem aplicações críticas para cloud computing. A Symantec quer reduzir essa barreira e apresentou na conferência Vision 2011, que está acontecendo em Las Vegas, novas tecnologias para aumentar a proteção e o controle do processamento na nuvem.
Cloud computing, virtualização e mobilidade foram os principais temas debatidos durante o evento da Symantec. O CEO da companhia, Enrique Salem, enfatizou que a adoção dessas tecnologias, para reduzir os custos da TI, aumentou a responsabilidade dos gestores de segurança da informação.
Esse modelo faz com que haja preocupação maior com a proteção, gerenciamento das informações e principalmente com o backup. As companhias precisam saber classificar o que é importante, armazenar e ter ferramentas eficientes de recuperação dos dados para garantir a continuidade dos negócios em casos de falhas ou acidentes.
A consolidação do ambiente de TI está entre as principais prioridades dos CIOs para 2011 e, segundo a empresa de pesquisa ESG, será a área que receberá mais investimentos. Apesar disso, o Gartner revela que atualmente apenas 25% das aplicações críticas estão virtualizadas.
O vice-presidente sênior do Information Management Group da Symantec, Deepak Mohan, afirma que a segurança dessa infraestrutura traz desafios maiores. Ele explica que os sistemas utilizados para guardar, localizar e recuperar dados nesse mundo são diferentes do modelo tradicional.
Para ajudar as empresas nessa tarefa, a Symantec reforçou a oferta de tecnologias de backup para nuvem. A novidade para os pequenos e médios negócios é a solução Backup Exec.cloud, desenvolvida para proteger automaticamente os dados em desktops Windows e servidores por meio de ferramentas online.Esse sistema será oferecido com soluções integradas para segurança, gerenciamento de e-mails e proteção de informações. A oferta deverá estar disponível ainda este ano, pelo modelos de software como serviço (SaaS).
Outro lançamento da empresa é a tecnologia V-Ray, criada para auxiliar gestores de TI e data centers. A solução tem por objetivo oferecer aos administradores de TI uma visão geral sobre os ambientes virtuais e também tentar reduzir a janela do tempo de backup. A solução será oferecida embarcada nos produtos NetBackup e do Backup Exec para garantir que todos os sistemas e aplicação estejam protegidos.
Segundo a Symantec, o V-Ray vem para diminuir os crescentes custos associados aos recursos de armazenamento para backup, eliminando a duplicação de conteúdo em sistemas físicos e virtuais.
Ainda como parte de sua estratégia para aumentar sua participação no mercado de cloud computing, a Symantec anunciou uma aliança com a Salesforce. Pelo acordo, a empresa entregará pela nuvem a solução Security Assessment aos clientes da base da Salesforce.com.
Com as novas soluções, a Symantec espera que a infraestrutura na nuvem torne-se mais segura para as companhias e acelere a adoção desse modelo. “Atualmente, observamos que poucas aplicações críticas estão em cloud computing pelo receio das empresas”, diz o diretor regional de Produtos da empresa para a América Latina, Alberto Saavedra.
Contratar cloud de data centers distantes pode ser bom negócio
Computerworld EUA
Tempo de resposta é o calcanhar de Aquiles. Mas cada caso deve ser avaliado separadamente, diz analista.
Há apenas um ano, o CIO e diretor da empresa de seguros japonesa AIG Edison, Tohru Futami, sabia que sua companhia precisava atualizar algumas aplicações núcleo, uma vez que o sistema, de sete anos de idade, já não permitia que a retaguarda e os times de vendas compartilhassem informações em um tempo adequado. Além disso, muitos dos processos da companhia ainda eram baseados em papel.
Segundo Futami, as principais opções da empresa eram reescrever todas as aplicações existentes ou tentar uma migração para a nuvem e rodar software hospedado. A planificação do tempo e do custo necessário para cada um levou o executivo à nuvem.
Pelos cálculos, a reescrita dos sistemas da companhia de seguros poderia levar cerca de 30 meses. Por outro lado, uma migração para a plataforma de nuvem da Salesforce.com iria durar três vezes menos. A pesquisa interna também indicou que o custo da tecnologia em nuvem seria reduzido a um terço em relação a qualquer outra solução.
Futami disse, no entanto, que o requisito chave no projeto era a rapidez. “A meta era aprimorar o atendimento ao consumidor e dependíamos da melhoria do sistema”, diz.
A decisão de realizar a mudança para a nuvem com uma oferta de CRM na modalidade de software como serviço (SaaS) foi complicada no início, porque enquanto a empresa está sediada em Tokyo, o data center da Salesforce está há mais de 8 mil quilômetros distante, na costa oeste dos Estados Unidos. A distância levantou preocupações em relação à latência de rede, além de criar dúvidas a respeito de questões legais e regulatórias, envolvendo o projeto.
Mesmo com esses pontos, a AIG Edison decidiu pela migração. O trabalho de transferir as aplicações chave para os computadores da Salesforce.com em São Francisco (EUA), começou em janeiro. Hoje, os sistemas estão disponíveis para uso dos milhões de clientes da empresa de seguros, milhões de prospectos, 3 mil funcionários e 15 mil corretores de seguros e revendedores. As aplicações hospedadas lidam com tarefas complexas, como geração de cotações e simulações para levantamento de necessidades de cobertura.
Para auxiliar no processo, Futami contou com uma consultoria de São Francisco, a Appirio, responsável por configurar a plataforma de nuvem e realizar as configurações no sistema. O objetivo era buscar fornecer “quase o mesmo tempo de resposta” que a AIG Edison obteria nos sistemas convencionais. Um passo fundamental na contratação de servidores distantes.
Latência não é barreira
A latência de rede, principalmente para serviços complexos prestados em todo o mundo, pode realmente ser um problema se deixar o tempo de resposta para o usuário muito lento. Ela não pode simplesmente ser eliminada, pois a lei da física sempre prevalece. Mas isso não impede que muitas empresas adotem ofertas no formato SaaS.
Um exemplo é a FleetMatics, companhia baseada em Dublin, que fornece serviço hospedado de monitoramento de rotas via GPS. Sua base de clientes nos Estados Unidos está crescendo consistentemente, razão pela qual conseguiu financiamento de 68 milhões de dólares recentemente. E tudo isso foi conquistado com apenas um data center na Irlanda.
Os clientes da FleetMatics podem observar o movimento dos veículos em grandes telas planas à medida que os dados do GPS sofrem atualização contínua. O CTO da companhia Peter Mitchell disse que os clientes não manifestaram percepção negativa quanto ao tempo de resposta a partir da Irlanda. Mas quando a companhia abriu um data center em Denver, no final de 2010, “houve a percepção de que o sistema estava extremamente rápido”, avalia.
Mitchell acredita que fornecedores de SaaS na Europa não devem ter nenhum problema para prestar serviços para os Estados Unidos. A abertura do data center em Denver foi parte de um esforço para desenvolver um modelo de recuperação de desastres global, além de permitir expansão de serviços. E para continuar prestando serviços com grande distância, a companhia começou a testar tempos de latência da Índia para Dublin e para os Estados Unidos.
A AIG Edison percebeu que a latência dos Estados Unidos para o Japão varia de acordo com a velocidade da conexão e a quantidade de dados. Na média, leva 132 milissegundos para enviar e receber 32KB de dados, de acordo com a Appirio. Em contraste, se o data center estivesse no Japão, a transação levaria 52 milissegundos, quase três vezes menos.
Com todo o ambiente de cliente da AIG Edison, que inclui desktops virtuais para cada funcionário da equipe de vendas, o tempo de resposta total varia de 300 a 400 milissegundos, ou um terço de segundo, ainda de acordo com a Appirio.
Essa taxa de latência, ainda dentro do aceitável na concepção da AIG Edison, veio após otimização e configurações adequadas. Entre medidas que a companhia tomou para melhorar a situação, está a transferência de lotes de dados para o data center da Salesforce, onde a maioria das informações estão guardadas, reduzindo transferência de dados. Além disso, em vez de realizar quatro consultas sequenciais, o sistema foi otimizado para realizá-las simultaneamente. E o tempo de resposta ainda pode melhorar, pois uma grande quantidade de dados ainda está armazenada no mainframe da companhia, em Tókio.
“Se a aplicação é escrita de uma forma a minimizar o número de viagens que a informação realiza entre o banco de dados e o destino, a latência realmente pode se tornar uma questão menor”, afirma o CTO da Runware, Andy Poulter. A Runware é uma empresa de serviços de cloud e SaaS, incluindo teste de software online, com data centers na Suécia e em Miami, servindo uma clientela no mundo inteiro.
Para a AIG Edison, a decisão de trabalhar com um fornecedor na nuvem em outro país levantou ainda preocupações com segurança, que também tiveram de ser trabalhadas. Mas os executivos da empresa foram convencidos pela consultoria e pela Salesforce de que a estrutura de segurança física e lógica do serviço em nuvem provavelmente é melhor do que sistemas mantidos pela própria AIG.
Expansão
A decisão tomada por Futami, da AIG Edison, está se tornando cada vez mais comum. De acordo com estudos da IDC, as receitas de computação em nuvem pública nos Estados Unidos devem crescer 24% em 2011, atingindo 17,6 bilhões de dólares.
O analista da divisão de consultoria da PricewaterhouseCoopers, Phil Garland, ressalta que a definição sobre o fato de a latência ser ou não problemática depende das expectativas do usuário, nível de tolerância e do que funciona para os negócios. “É questão de avaliar se os níveis de serviço são aceitáveis para determinada empresa, pois não há jeito de evitar uma queda de desempenho ao aumentar a distância do data Center”, afirma Garland.
Para o analista, cada caso deve ser analisado separadamente, uma vez que não há regras no que diz respeito à aceitação da latência por parte do usuário.
Depende da função dos dados e de quão crítica é a informação.
No entanto, Garland diz que há formas de contornar o problema, melhorando o desempenho na camada de software. “Um cliente bem projetado pode reduzir a maioria dos problemas que costuma surgir em ambientes de alta latência, pelo menos até certo ponto.”
Mas clientes reticentes, ao ponto de se recusarem a contratar um data center distante, não deixarão de existir. É por isso que, no último trimestre de 2010, a Salesforce.com anunciou planos de abrir um data center no Japão no segundo semestre de 2011. Os negócios da companhia crescem muito no país e um porta voz da companhia, Joseph Schmidt, diz que a medida beneficiará clientes com “velocidade e paz de espírito de ter os dados próximos de casa”.
CEO da VCE (Cisco, Vmware e EMC) e os argumentos da nuvem
Reseller Web
Michael Capellas não fala de planos, mas dá números convincentes da realidade da nuvem e de seu potencial
Ao lado do lançamento do Cloud Computing Program da Cisco, outra iniciativa correlata da nuvem está presente no Cisco Partner Summit 2011.
A VCE (Virtual Compute Environment), nome oficial da aliança entre Cisco, EMC e VMware – que já se chamou Acadia – foi representada por seu CEO e chairman Michael Capellas, veterano com 30 anos de TI.
Um dos palestrantes da segunda manhã de evento, em New Orleans, Louisiana (EUA), o executivo não mencionou nenhuma das estratégias da joint-venture para o mercado, mas usou seu tempo no palco para exibir números contundentes que levam a acreditar no poder que a nuvem deve ganhar em nossas vidas, tanto na vida, como no trabalho.
Veja alguns dos números que o especialista apresentou:
➢ 60 bilhões de mensagens instantâneas são enviadas diariamente, das quais 40% são corporativas;
➢ o crescimento do mercado de servidores blade foi de 40% no último trimestre:
➢ 90% dos blades vendidos no primeiro trimestre de 2011 são baseados em x86;
➢ Há 400 mil aplicações disponíveis na plataforma Apple;
➢ A média de aplicações num iPhone é de 50;
➢ Empreendedores e desenvolvedores de 190 países criam aplicações em cima da plataforma Facebook;
➢ O mercado de infraestrutura convergente será de US$ 50 bilhões em três anos;
Private Cloud: passos para uma jornada bem-sucedida
por Daniel Dystyler
O volume de informações na mídia sobre o tema cloud computing é denso e provém de uma pluralidade de fontes. Se partimos para um conceito global, a chamada computação em nuvem possui cinco características básicas que devem estar presentes em qualquer modelo de implementação.
Começando pelo usuário, através de ferramentas de auto-serviço, ele pode aumentar ou diminuir a quantidade de uso da nuvem sob demanda. Portanto, o usuário passa a ter controle. Ou ponto diz respeito ao acesso, que deve ser disponibilizado pela rede, ou seja, pela Internet. No quesito infraestrutura, é necessário que a mesma seja compartilhada, o que implica na segurança, que passa a ser fundamental. A quarta característica envolve a escalabilidade, que demanda uma estrutura elástica, para mais ou para menos, e fechamos com a capacidade de medição, que pode ser feita por transação, por uso de storage e por consumo de CPU, entre outras formas.
Essas cinco características (auto-serviço, acessibilidade, compartilhamento, escalabilidade e medição) permitem que tenhamos quatro modelos de implementação da nuvem: a nuvem pública (public cloud), a nuvem privada (private cloud), a nuvem híbrida e nuvem comunitária.
A nuvem pública, cuja infraestrutura é totalmente compartilhada e transparente para a empresa usuária, é usada principalmente em ferramentas de colaboração e serviços de hospedagem de servidores virtuais, como sites, por exemplo. Atualmente, exemplos populares deste tipo de implementação remontam aos modelos oferecidos por empresas como Amazon, Google etc.
Já a nuvem privada tem como principal característica uma infraestrutura dedicada à empresa usuária e pode ser interna, utilizando um Data Center virtual da empresa, ou externa, hospedando em algum provedor. O terceiro modelo de implementação de Cloud Computing é a nuvem híbrida, que possibilita a distribuição de recursos entre as nuvens privadas e públicas, por exemplo, em momentos de pico de consumo de recursos, ou que a empresa opte por manter dados confidenciais em determinado tipo de implementação da nuvem.
O último modelo, a nuvem comunitária, refere-se a duas ou mais empresas, normalmente de um mesmo grupo empresarial ou setor governamental, compartilhando a mesma nuvem privada.
Hoje, fala-se muito sobre o assunto, o tema está em voga o tempo todo quando o assunto é TI e algumas empresas possuem visão de futuro, porém poucas proporcionam ofertas concretas e reais de computação em nuvem. O que vemos no mercado é uma grande adoção da nuvem interna – a ideia do Data Center virtual – principalmente no que diz respeito às operações de TI que suportam o core business.
Uma breve análise do mercado atual de TI nos mostra que ele ainda está caminhando para entender a cloud e começando a analisar os benefícios que uma estrutura como essa pode trazer. Este quadro se confirma com a pesquisa realizada em junho de 2010 pelo grupo IDC, que revela o crescimento nos serviços de cloud, podendo chegar a US$ 55,5 bilhões em 2014.
Não podemos esquecer que deve haver alinhamento entre usuários e processos. Portanto, colaboradores devem ser treinados para gerir o ambiente de nuvem privada. Dessa forma, consegue-se agilidade no gerenciamento dos processos, segurança no armazenamento, difusão de dados e simplificação da TI da empresa.
Gartner aponta cloud computing como prioridade
Info On Lin
SÃO PAULO – O Gartner divulgou hoje um relatório com as dez prioridades que os CIOs devem focar durante o ano de 2011.
De acordo com o estudo, são elas: cloud computing, virtualização, tecnologias móveis, gerenciamento de TI, business inteligence (BI), rede de voz e comunicação de dados, aplicações corporativas, tecnologias colaborativas, infraestrutura e web 2.0, respectivamente.
Neste panorama, os CIOs esperam adotar os serviços de cloud computing antes do esperado. Atualmente, 3% das corporações possuem a maioria da sua TI no cloud computing. Porém, ao longo de quatro anos, os CIOs acreditam que este número aumente para 43%.
O relatório foi estabelecido com base em uma pesquisa realizada entre setembro e dezembro de 2010, com os principais executivos de TI de 2014 empresas do setor público e privado, em 50 países.
De acordo com o vice-presidente do Programa Executivo do Gartner para a América Latina, Ione de Almeida Coco, o relatório aponta a necessidade de se adotar novas infraestruturas baseadas em cloud computing e virtualização. “Por este motivo, ambas as tecnologias foram destacadas pelos CIOs como prioridade para 2011, até mesmo porque são meios viáveis em prol da redução de custos em TI”, afirmou ele, em nota.
Vmware oferece nuvem híbrida
IT Web
Cloud Connector vai acelerar as operações com única visita em qualquer ESX Server
A VMware anunciou nesta terça-feira (08/02) que começará a oferecer Cloud Connector, ou gerenciamento de interfaces, para as máquinas virtuais da companhia, mesmo que elas estejam rodando em ambientes de cloud privada ou em uma localidade remota em uma nuvem pública.
O Cloud Connector é um plug-in gratuito e adicional à ferramenta de software de gerenciamento vShere 4. O usuário que adota o Cloud Connector dá ao administrador da máquina virtual a visão de dentro de um ESX Server.
A ferramenta é um gerenciador de console. O administrador tem uma visão de dentro de seu próprio data center e de qualquer servidor do vCloud. A lista dos provedores crescerá assim que as companhias se tornarem mais interessadas em rodar seus ESX Server internos na nuvem pública.
A combinação do uso de máquinas virtuais rodando dentro de uma empresa de data center com VMs em uma nuvem publicamente acessível geralmente é referida como uma cloud computing híbrida. Com essa tecnologia, será possível para o administrador praticar uma “explosão de nuvem”, onde os fluxos de trabalho criam uma força excessiva nos servidores internos. Essa prática se tornaria simples de implementar se as cargas de trabalho fossem manejadas do mesmo jeito que são em seus ambientes.
Dell lança servidores Ubuntu em nuvem
InformationWeek EUA
Voltado para empresas que queiram construir nuvens privadas, o software integrado da companhia é combinado com pacote de hardware
A Dell lançou seu primeiro open-source que oferece computação em nuvem e pretende seguir com um segundo mais tarde ainda no mês de fevereiro. Os dois pacotes incluem sistema integrado e hardware que grandes companhias podem usar para desenvolver e testar aplicativos que podem eventualmente se tornar parte de uma nuvem privada.
A primeira opção da companhia são os pares de servidores Dell PowerEdge C2100 e C6100 em parceria com o software Ubuntu Enterprise Cloud (UEC) da Canonical. A Dell irá anunciar um segundo produto no fim deste mês com a OpenStack, um projeto open-source desenvolvendo um padrão de sistema em nuvem para fornecedores e usuários, informaram os executivos da Dell. A OpenStack recentemente lançou a segunda leva de um sistema de base operacional em nuvem.
A parceria com a Canonical e a OpenStack, é parte de uma nova fase da estratégia em nuvem da Dell. O fabricante de computadores trabalhou por muitos anos como um fornecedor para companhias com grandes ambientes em nuvem, tais como Facebook e Microsoft, que oferecem a nuvem Azure. A Dell oferece agora um sistema integrado entre hardware e software para companhias que desejem construir suas próprias nuvens privadas. A Canonical e a OpenStack são as primeiras que fazem uso somente do software open-source.
“É aí que deve se posicionar o open-source”, disse Barton George, da Dell. “Nós queremos oferecer algo em nossa programação, que fosse open-source. Outra é a iniciativa OpenStack, mas não é vamos falar a respeito nesse momento”.
O Ubuntu-PowerEdge da Dell é para desenvolvimento e teste de aplicativos ou serviços que iriam rodar em um ambiente em nuvem.
“É aqui que nós pensamos estar a maioria das empresas hoje”, Kevin Van Mondfrans, diretor de marketing de soluções em nuvem da Dell, disse.
A companhia planeja usar a mesma estratégia com a opção que está por vir da OpenStack, começando primeiramente através da oferta de pacotes para construção e distribuição de aplicativos de prova de conceito. Os executivos da empresa se recusam a dar detalhes dos produtos a serem lançados.
Espera-se que a parceria com a Canonical gere mais vendas de hardware e traga receitas adicionais através de pacotes de suporte que a Dell e seu parceiro irão oferecer. A Canonical lançou o UEC em abril de 2009. O software permite a uma companhia construir sua própria infraestrutura em nuvem usando o hardware x86. O software é uma implementação da arquitetura Eucalyptus, que é compatível com o sistema em nuvem da Amazon.
Foram lançados dois pacotes harware/software para computação em nuvem, utilizando software prioritário. A empresa lançou seu primeiro pacote em março de 2010 com o software para rodar grandes Web sites, o Joyent. Seguiu-se a esse pacote um que incluía o software de análise Aster Data. A opção em nuvem da Dell roda em servidores PowerEdge, que são adaptados para centro de dados rodando nuvens privadas ou aplicativos de rede, manipulando enorme quantidade de tráfego.